Clomar Porto, Autor em Sindesc - Página 2 de 12

SINDESC RS conquista acordo histórico em ação trabalhista e garante indenização a ex-empregados de empresa de contabilidade

Em audiência realizada no dia 3 de março, o SINDESC RS alcançou um acordo histórico em uma ação trabalhista envolvendo uma empresa de contabilidade do município de Sapiranga/RS. O processo, que estava arquivado há mais de uma década, foi retomado e resultou em uma conciliação que garantirá o pagamento de valores que chegam a R$ 150 mil a ex-empregados da empresa.

A negociação foi conduzida pelo sindicato com o apoio da assessoria jurídica da Dra. Eulita Kich, que atuou na condução do processo e na construção do acordo entre as partes.

O montante será distribuído entre os trabalhadores e trabalhadoras que tinham direito às verbas discutidas na ação, encerrando uma disputa judicial que se arrastava há anos. Para o SINDESC RS, o resultado representa uma importante vitória na defesa dos direitos da categoria.

A retomada do processo e a construção da conciliação demonstram, segundo o sindicato, a importância da atuação sindical e da assessoria jurídica especializada para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam efetivamente reconhecidos, mesmo em casos antigos.

Com o acordo firmado, o processo é encerrado e os valores serão pagos aos beneficiários conforme os critérios definidos na audiência. O SINDESC RS destacou que seguirá atuando para assegurar justiça e reparação aos trabalhadores e trabalhadoras do setor de escritórios e empresas de contabilidade no Rio Grande do Sul.

Projeto de Daiana Santos pelo fim da escala 6×1 ganha força e será votado em março

A Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados vai votar no dia 11 de março o projeto de lei (67/2025), de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e institui a escala 5×2, em substituição a 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso).

“Só para ninguém ser pego de surpresa, vamos pautar o projeto de lei de autoria da deputada Daiana e que foi relatado pelo deputado Leo Prates (PDT-BA) em relação à queda da 6×1”, anuncia o deputado Max Lemos (PDT-RJ), eleito nesta quarta-feira (25) presidente do colegiado.

O parlamentar considera que a proposta está madura para ser votada em que pese o fato de o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter encaminhado para o debate uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

“Nós vamos tocar o rito normal. Tem aqui um projeto de lei que está maduro. O que nós vamos fazer é dar mais uma semana para bate-papo sobre esse tema e colocar isso em pauta”, diz.

Ao agradecer o novo presidente da comissão, Daiana lembra que a proposta consumiu “um ano de trabalho árduo” envolvendo articulações e debates em nível nacional com diversos setores e o Fórum das Centrais Sindicais.

“Ouvimos tanto os movimentos sindicais quanto a sociedade para fazer uma construção justa de todos os lados. É um projeto que se mostra cada vez mais urgente e necessário e está maduro. Falo isso considerando que o próprio governo federal já tem se mobilizado e apresentado essa alternativa das 40 horas sem nenhuma redução salarial e daquilo que o trabalhador já tem como garantia”, afirma.

Daiana destaca ainda que o projeto foi “construído a muitas mãos e muitas mentes” para dar conta de uma necessidade urgente do trabalhador. “Acho que essa Casa ganha muito a partir do momento que a gente se debruça sobre um tema que é unânime na nossa sociedade”, observa.

Ela ressalta que diversos setores da economia do país já estão reduzindo a jornada e acabando com a escala, a exemplo de um Atacadão em Brasília, e empresas de Pelotas (RS), do interior de São Paulo e do Rio de Janeiro.

“Essa redução já está acontecendo em grandes redes varejistas, atacadistas, supermercados e no comércio em geral. Se isso já está acontecendo, nossa responsabilidade é transformar em legislação. O projeto está maduro”, justifica.

O vice-líder do governo no Congresso, Daniel Almeida (PCdoB-BA), parabenizou Lemos por pautar o projeto de Daiana e diz que a sociedade e os trabalhadores esperam por uma deliberação do parlamento.

“O lugar apropriado para continuar tratando desse assunto, e o melhor caminho, é esta Comissão do Trabalho”, avalia.

Relator

Nesta terça-feira (24), Hugo Motta designou o deputado Paulo Azi (União-BA) para relatar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) as PECs sobre o assunto, uma da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e a outra do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Caso sejam aprovados, os textos serão analisados por uma comissão especial e, depois, pelo plenário da Câmara dos Deputados. Os projetos podem ser apensados para tramitarem juntos.

Motta já sinalizou que quer avançar com os debates e entregar um projeto para o Senado antes de maio. A programação dele foi lida como uma possível promulgação do texto no Dia do Trabalhador, 1º de maio.

Pauta do reajuste para o Salário Mínimo Regional teve primeira reunião entre Governo, empresários e trabalhadores no RS

O Governo do Rio Grande do Sul realizou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, a primeira rodada de negociações entre entidades empresariais e representantes dos trabalhadores para definir o índice de reajuste do Salário-Mínimo Regional de 2026. O encontro ocorreu sob mediação da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, conforme o rito previsto no Decreto nº 57.502, de 12 de março de 2024, que instituiu o Comitê de Política de Valorização do Piso Salarial do Estado.

A reunião marcou o início oficial do calendário de debates e abriu espaço para a apresentação das primeiras propostas das partes envolvidas. Estão previstas ao todo três rodadas de negociação, com o objetivo de buscar consenso até o encontro final, agendado para 10 de março. Caso não haja acordo, a Secretaria deverá elaborar um relatório conclusivo e encaminhá-lo à Casa Civil até 30 de março de 2026, para posterior deliberação do governador e envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa com os novos valores das faixas salariais, que deverão vigorar a partir de 1º de maio de 2026.

Propostas das centrais sindicais apresentadas na mesa

Durante a primeira reunião, as centrais sindicais apresentaram uma proposta unificada de reajuste e de fortalecimento da política permanente do piso regional. Entre os principais pontos defendidos estão:
• Reajuste total de 15,98% a partir de maio de 2026;
• Inclusão do piso regional na Constituição Estadual, com critérios permanentes de reajuste baseados no crescimento econômico e na inflação;
• Garantia do piso como vencimento mínimo aos servidores públicos estaduais, incorporando o dispositivo à legislação.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, que integra a comissão das centrais sindicais na mesa de negociação, destacou que a proposta foi construída coletivamente e dialoga com o cenário econômico e social do estado. Segundo ele, dados do Novo CAGED apontam a criação de 1,62 milhão de novos postos de trabalho no Rio Grande do Sul em 2025, o que reforça, na avaliação das entidades laborais, o impacto positivo da valorização salarial sobre o consumo e a economia.

Vidor também ressaltou o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias gaúchas. Pesquisa recente da Serasa indica que mais da metade da renda familiar é destinada a gastos como alimentação, moradia e serviços, com 53% dos entrevistados relatando dificuldade para manter as contas em dia. O custo individual médio mensal estimado é de R$ 3.360, valor superior aos pisos atualmente praticados nas cinco faixas do salário mínimo regional.

Comparativo com estados vizinhos entra no debate

Outro ponto levado à mesa pelas lideranças sindicais foi o comparativo com Santa Catarina e Paraná, estados que também adotam pisos regionais. Entre 2019 e 2025, os reajustes acumulados foram de 61,11% em Santa Catarina e 49,40% no Paraná. No mesmo período, o Rio Grande do Sul soma 44,63%, considerando o reajuste aplicado em maio de 2025.

No caso paranaense, foi destacado que o estado já firmou acordo para 2026 por meio de composição tripartite no Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda. O reajuste do Grupo 1 foi de 6,12%, e o Paraná passou a registrar o maior salário mínimo regional inicial do país, fixado em R$ 2.105,34.

Piso regional como referência para negociações

Para o presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, o salário mínimo regional tem papel estratégico na distribuição de renda e na valorização do trabalho. Ele afirmou, durante o debate, que o percentual de 15,98% proposto pelas centrais busca recompor o poder de compra do piso, que, quando foi instituído em 2001, equivalia a 1,28 do salário mínimo nacional.

Callais também ressaltou que o piso regional não beneficia apenas os trabalhadores diretamente vinculados a ele, mas serve de referência para negociações coletivas de diversas categorias profissionais. “O salário mínimo regional influencia acordos e convenções coletivas e acaba repercutindo positivamente para um conjunto maior de trabalhadores”, avaliou.

Com a realização da primeira rodada, as negociações seguem nas próximas semanas, mantendo no centro do debate a construção de uma política permanente de valorização do trabalho no Rio Grande do Sul, associada ao crescimento econômico, à geração de empregos e à preservação do poder de compra das famílias gaúchas.

Vem aí a campanha salarial: entenda o que é INPC e como esse índice afeta o reajuste salarial e a sua vida!

Quando você liga a televisão ou pega o jornal, sempre vê comentários sobre o índice de inflação e várias siglas que acompanham. É IPCA, IGP, INPC e tantas outras. Neste artigo, você que trabalha em escritório ou empresa de contabilidade no RS entenderá o que é INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Lembrando que a data-base da nossa categoria é em março, e que neste ano de 2026 nossa negociação se dará somente em relação ao salário e às cláusulas econômicas, já que no ano passado conquistamos um acordo muito positivo que assegura todas as demais cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT, até o ano de 2027.

Lutamos por aumento real nos salários

Neste ano, como todos sabem, a inflação está baixa, o que é muito bom para a economia e para os trabalhadores e trabalhadoras – já que um dos efeitos da inflação alta é que ela corrói justamente os salários e a renda das famílias. Então, neste cenário de inflação baixa, o SINDESC RS vai lutar por um reajuste salarial que ajude a recuperar o poder de compra da categoria – com um índice que assegure aumento real, acima da inflação, para quem trabalha no setor da contabilidade no RS.

O que é o INPC?

Mas vamos lá. O INPC é calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mede a mudança de preços de produtos e serviços consumidos por famílias de baixa renda no Brasil. É ele, também, que determina o índice de inflação que é utilizado para a negociação salarial dos trabalhadores e trabalhadoras no país.

O INPC mede a variação de preço de determinados produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras com rendimento de 1 a 5 salários mínimos. O cálculo do INPC é feito pelo IBGE a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Calma! Vamos explicar como funciona:

A POF analisa quais são os produtos e serviços que o brasileiro consome. Então, o IBGE pega esses dados e monta uma “cesta” com o que é consumido pelas famílias. Essa cesta é dividida em algumas categorias, como:

Alimentos e bebidas;
Moradia;
Vestuário;
Transportes;
Educação.

Na hora de fazer o cálculo do INPC, o IBGE dá peso diferente para cada categoria. Por exemplo, moradia e alimentação são mais importantes do que despesas pessoais. O objetivo do IBGE é avaliar se o dinheiro que o trabalhador brasileiro ganha é suficiente para manter o básico.

Mas, para que serve o INPC, na prática?

Para descobrir o custo de vida das famílias brasileiras de baixa renda. Seguindo a linha de raciocínio anterior, o IBGE entende que, se o salário do trabalhador é o mesmo de meses atrás, mas ele não consegue comprar e pagar pelas mesmas coisas que antes, o custo de vida aumentou. Ou seja, o preço dos produtos e serviços básicos cresceu.

Como o INPC impacta nossa vida?

A divulgação do índice auxilia no reajuste salarial. Desde a ação de sindicatos, em busca de melhor remuneração, até o aumento do salário mínimo anual.

Isso porque é importante que o profissional consiga manter o pagamento de produtos e serviços básicos para sobrevivência. Assim, ele conseguirá fazer planejamentos a médio prazo, pois terá a certeza de que o básico segue sendo pago.

Como é calculado o INPC?

O IBGE analisa a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) para saber como as pessoas estão gastando o dinheiro. A pesquisa leva em conta os valores daquela cesta de produtos e serviços que as famílias consomem ao longo do mês, do primeiro ao trigésimo dia, para, no final, calcular a média de gasto dessas famílias brasileiras.

Como foi o INPC acumulado ao longo dos anos?

Muitas vezes, as notícias e informações sobre o INPC vêm acompanhadas de um outro dado, o INPC acumulado. Como o índice é calculado mensalmente, para saber a variação em um período maior de tempo, é preciso fazer o acúmulo dele. Vamos entender:

Antes de mais nada: o que é o INPC acumulado?

De forma simplificada, o INPC acumulado é a variação anual do índice, considerando todos os meses. O cálculo é feito mensalmente, mas ele pode ser acumulado para dar uma ideia da variação da inflação ao longo do ano todo. É esse cálculo, do INPC acumulado durante um ano, que é utilizado nas negociações salariais – na data base de determinada categoria profissional.

Então ele varia muito, de acordo com as variações da economia do país, já que os preços oscilam bastante e dependem de diversos fatores. E, a inflação alta, como sabemos, é ruim para a economia. É ruim também para a renda do trabalhador porque, quando ela é alta, corrói o salário porque os produtos necessários à nossa sobrevivência ficam mais caros. Ou seja, diminui o poder de compra do salário.

Para saber mais sobre o INPC, acesse diretamente o site do IBGE clicando aqui.

Movimento sindical prepara ofensiva para enterrar a escala 6×1 em 2026

O sindicalismo brasileiro inicia o ano de 2026 com a meta unitária de mobilizar a classe trabalhadora para conquistar a redução da jornada de trabalho e o fim da exaustiva escala 6×1. Fortalecidos pelos recentes acenos do governo federal, dirigentes sindicais planejam uma “grande onda nacional” para converter o debate em lei ainda neste primeiro semestre, aproveitando a janela política do ano eleitoral.

De acordo com lideranças sindicais ouvidas pelo Portal Vermelho, o cenário mudou drasticamente após o presidente Lula sinalizar que a economia brasileira está madura para essa transformação. Durante café com jornalistas em dezembro passado, Lula foi enfático: “O país está pronto e a economia está pronta para o fim da escala 6×1”. O presidente, contudo, convocou os sindicatos à ação, defendendo que a iniciativa deve vir de um processo de mobilização da sociedade.

A ministra Gleisi Hoffmann reforçou o coro em coletiva nesta semana e tratou o tema como “prioridade do governo federal” para 2026, destacando que a medida significa melhoria da qualidade de vida, e soma-se a conquistas como o aumento do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda.

Plano de mobilização unitária

Para Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul/CTB-RS), o novo posicionamento do Planalto é um divisor de águas. “O governo se reposicionou de forma extremamente positiva. O próprio ministro Luiz Marinho, que antes focava na negociação coletiva, agora assume esta como uma das principais bandeiras do governo federal para 2026”, afirmou.

Vidor aponta que, embora o setor progressista seja minoria no Congresso Nacional, a “maioria política na sociedade” é o trunfo para aprovar a mudança. No Rio Grande do Sul, o plano de luta já tem data: março, quando as campanhas salariais de 650 mil comerciários colocarão o fim da escala 6×1 no centro da pauta. O dirigente defende a unidade entre as centrais e o apoio ao PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que estabelece a escala 5×2 com 40 horas semanais. “Temos que trazer o conjunto da sociedade, porque este não é um problema só da classe trabalhadora”, alerta Vidor.

Produtividade e Justiça Social

Um dos principais argumentos do movimento sindical contra o discurso patronal é o salto de produtividade gerado pela tecnologia. Vidor destaca que a introdução da Inteligência Artificial e dos caixas de autoatendimento (self-checkout) aumentou o lucro líquido das empresas, reduzindo a necessidade de mão de obra intensiva. “Existe hoje uma massa crítica suficiente para reduzir a jornada. Muitas empresas já adotam o 5×2 por compreenderem a necessidade de o trabalhador ter tempo para descanso, família e qualificação”, explica o dirigente.

A histórica luta pela redução da jornada de trabalho

Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), trouxe uma perspectiva histórica à luta, lembrando que a reivindicação por redução de jornada remonta à Greve Geral de 1917. Ele recorda que, na Constituinte de 1988, a jornada caiu de 48 para 44 horas, mas que oportunidades posteriores foram perdidas por falta de consenso entre o movimento. “Agora o momento é de unidade e de não recuar”, afirmou Patah.

Para o dirigente, o fim da escala 6×1 é um imperativo ético, especialmente numa cidade como São Paulo, onde a maioria dos 600 mil comerciários é majoritariamente de mulheres. “Essas trabalhadoras levam uma hora e meia para ir e outra para voltar. No único dia de folga, continuam trabalhando em casa. Muitas são chefes de família. É uma questão que vai além da economia, é uma mudança cidadã e de inclusão”, destacou.

Projetos que avançam no Congresso

Atualmente, o Congresso Nacional fervilha com propostas que visam alterar a jornada de trabalho. Embora existam mais de uma dezena de projetos apensados ou tramitando em paralelo, o “plano de voo” no legislativo em 2026 concentra-se em três frentes estratégicas:

A PEC 148/2015 (Senado Federal) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), é considerada a mais avançada. Após ser aprovada na CCJ do Senado em dezembro de 2025, a proposta que reduz gradualmente a jornada para 40 horas ganhou tração e está pronta para o Plenário. O governo busca usá-la como base para um acordo político que pacifique o setor empresarial através de uma transição escalonada. Outra alternativa é a PEC 8/2025 (Câmara dos Deputados) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta foi o combustível popular que incendiou o debate nas ruas em 2024 e 2025. Tem como foco a proibição constitucional do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, forçando a adoção de escalas mais humanas como a 5×2 ou 4×3. A terceira opção é o PL 67/2025 (Câmara dos Deputados) de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que foca na alteração direta da CLT. É a aposta da CTB e de setores da esquerda para uma tramitação mais ágil, pois, por ser um Projeto de Lei, não exige o quórum qualificado e o rito rigoroso de uma Emenda à Constituição para mudar regras infraconstitucionais da jornada de 8 horas.

Redução da jornada é plenamente possível

De todo modo, a viabilidade de redução da jornada de trabalho já é testada na prática por grandes redes e setores específicos, como hotéis e supermercados, que começaram a implementar o modelo 5×2. Com o apoio do Ministério do Trabalho, que classifica a aprovação em 2026 como “plenamente possível”, os sindicatos agora focam em transformar a indignação das redes sociais em mobilização nas ruas para fazer pressão política sobre os parlamentares em ano de eleição.

Sindesc realiza Diagnóstico de Riscos Psicossociais

Até o dia 15/02, trabalhadoras e trabalhadores podem participar de uma pesquisa importante para identificar fatores que impactam a saúde mental e o bem-estar no trabalho, como assédio, sobrecarga, pressão por metas, clima organizacional, entre outros.

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Os riscos psicossociais influenciam diretamente a qualidade de vida, a satisfação e a produtividade no trabalho. Com esse diagnóstico, será possível propor ações para construir ambientes mais saudáveis, seguros e acolhedores.

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Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e injeta R$ 81,7 bilhões na economia, aponta DIEESE

A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional passa a ser de R$ 1.621,00, o que representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior. O novo valor segue a política permanente de valorização do salário mínimo, retomada em 2023, que combina a reposição da inflação com ganho real vinculado ao crescimento da economia .

De acordo com a Nota Técnica nº 289 do DIEESE, o reajuste considera a inflação medida pelo INPC, que acumulou 4,18% no período, somada a um aumento real de 2,5%, limitado pelo atual arcabouço fiscal. Com isso, o piso nacional terá um acréscimo de R$ 103,00 no valor mensal .

Mais renda, mais consumo e impacto direto na vida dos trabalhadores

O estudo aponta que cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos diretamente referenciados no salário mínimo. Com o novo valor, o aumento de renda na economia deve alcançar R$ 81,7 bilhões em 2026, fortalecendo o consumo interno e a atividade econômica .

Para o presidente do SINDESC RS, Fernando Lemos, a valorização do salário mínimo representa uma conquista concreta para quem vive do trabalho: “O reajuste do salário mínimo não é apenas um número. Ele significa comida na mesa, contas pagas e mais dignidade para milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Quando o salário mínimo cresce acima da inflação, toda a economia se movimenta, especialmente nos setores que mais empregam e nos municípios”, destaca Fernando Lemos.

Importância para os municípios e para o serviço público

A Nota Técnica do DIEESE também mostra que o impacto do salário mínimo é mais significativo nas administrações municipais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior concentração de trabalhadores com remuneração próxima ao piso nacional. Ainda assim, o impacto sobre a folha total dos municípios permanece relativamente baixo, em torno de 0,81%, demonstrando que a valorização do mínimo é socialmente necessária e fiscalmente administrável.

Segundo Fernando Lemos, os dados desmontam o discurso de que a valorização do salário mínimo inviabiliza as contas públicas: “Os números provam que é possível valorizar quem trabalha sem comprometer a economia. Pelo contrário: o salário mínimo forte reduz desigualdades, fortalece o mercado interno e gera retorno ao próprio Estado por meio do consumo e da arrecadação”, afirma.

Política de valorização e combate às desigualdades

O DIEESE ressalta que, desde 2003, a política de valorização do salário mínimo foi uma das principais ferramentas de combate à pobreza e às desigualdades sociais. Entre 2002 e 2026, o piso nacional acumula aumento nominal de 710,5%, com ganho real próximo de 100% no poder de compra .

Além disso, houve melhora na relação entre salário mínimo e cesta básica. Em janeiro de 2026, o salário mínimo será capaz de adquirir, em média, 1,93 cesta básica, o melhor resultado desde 2019, ainda que insuficiente para garantir plenamente o sustento das famílias .

Luta permanente por mais valorização

Para o SINDESC RS, a elevação do salário mínimo reforça a necessidade de seguir lutando por políticas de renda, valorização salarial e redução das desigualdades, aliadas a pautas fundamentais como a redução da jornada de trabalho e a ampliação de direitos.

“O salário mínimo precisa continuar sendo tratado como instrumento de justiça social. A nossa luta é para que os trabalhadores tenham não só renda, mas também tempo para viver e qualidade de vida”, conclui Fernando Lemos.

Veja a nota técnica do Dieese na íntegra:

SINDESC RS convoca trabalhadores para recebimento de valores de acordo judicial

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Estado do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) está convocando trabalhadores e ex-trabalhadores da empresa Sidlóski & Sidlóski Contabilidade & Assessoria Ltda. (Plantão Contábil) para que entrem em contato com a entidade e manifestem interesse no recebimento de valores decorrentes de acordo judicial.

Os valores são referentes a acordo homologado pela Justiça do Trabalho no processo nº 0020705-08.2025.5.04.0551, que tramitou na Vara do Trabalho de Frederico Westphalen. O sindicato atua na defesa dos direitos dos substituídos e é responsável por orientar e encaminhar os procedimentos necessários para o pagamento.

Devem procurar o SINDESC RS os seguintes trabalhadores e trabalhadoras:

•   Adriane Fornari Basso
•   Juciane Alves da Silva
•   Divini Souza da Silva
•   Layssa Alves Maciel
•   Fernanda Grassi
•   Marcia Izidoski Wiechorek
•   Flavia Rafaela Pereira
•   Renan Felipe Soares Perlin
•   Gabriel Carvalho da Silva
•   Sandra Beatriz Schoenell
•   Gabriel Henrique Gazola Lorischeiter
•   Tais Ponico Onuczak
•   Guilherme Alberti
•   Vanessa Cassol

Como entrar em contato
Os interessados devem procurar o sindicato para obter informações detalhadas sobre os valores e os procedimentos para o recebimento:

📍 Endereço: Rua dos Andradas, nº 943, 7º andar – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
📞 Telefone/WhatsApp: (51) 98150-5543
📧 E-mail: [email protected]

O SINDESC RS reforça a importância de que todos os trabalhadores listados façam contato o quanto antes, garantindo assim o acesso aos direitos reconhecidos judicialmente e o cumprimento do acordo firmado.

SINDESC RS convoca trabalhadores para recebimento de valores de acordo judicial

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Estado do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) comunica que foi homologado, na Vara do Trabalho de Frederico Westphalen, o acordo judicial referente ao processo nº 0020705-08.2025.5.04.0551, que garante valores a trabalhadores e ex-trabalhadores da empresa Sidlóski & Sidlóski Contabilidade & Assessoria Ltda. (Plantão Contábil).

Para dar andamento ao pagamento, o SINDESC RS está convocando as pessoas listadas no edital para que entrem em contato com a entidade e manifestem interesse em receber os valores que lhes são de direito.

A relação dos beneficiados é a seguinte:
Adriane Fornari Basso; Divini Souza da Silva; Fernanda Grassi; Flavia Rafaela Pereira; Gabriel Carvalho da Silva; Gabriel Henrique Gazola Lorischeiter; Guilherme Alberti; Juciane Alves da Silva; Layssa Alves Maciel; Marcia Izidoski Wiechorek; Renan Felipe Soares Perlin; Sandra Beatriz Schoenell; Tais Ponico Onuczak; Vanessa Cassol 

O sindicato reforça que somente após o contato dos trabalhadores será possível iniciar os procedimentos de liberação dos valores. Por isso, é essencial que cada beneficiado procure o SINDESC RS o quanto antes.

Como entrar em contato

📍 Endereço: Rua dos Andradas, 943 – 7º andar, Centro Histórico, Porto Alegre
📞 Telefone/WhatsApp: (51) 98150-5543
📧 E-mail: [email protected]

O SINDESC RS segue atuando firmemente na defesa dos direitos da categoria, garantindo que nenhum trabalhador fique sem receber aquilo que conquistou por meio da ação coletiva.

Plebiscito Popular mobiliza mais de 2 milhões e garante vitória no Congresso Nacional

A força da mobilização popular e sindical mais uma vez fez história no Brasil. O Plebiscito Popular por um Brasil mais Justo e Soberano, organizado por uma ampla frente de movimentos, centrais sindicais e entidades da sociedade civil — entre elas, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) — reuniu mais de 2 milhões de votos em todo o país e foi decisivo para pressionar o Congresso Nacional, garantindo a aprovação de medidas que ampliam a justiça tributária e fortalecem os direitos da classe trabalhadora.

Durante mais de três meses de mobilização, urnas físicas e digitais foram instaladas em praças, escolas, locais de trabalho e sedes sindicais de todo o Brasil. O resultado foi expressivo: 2.118.419 votos registrados, demonstrando que o povo brasileiro quer um país mais justo, solidário e comprometido com quem vive do trabalho.

Voz do povo que ecoou no Congresso

A mobilização popular não ficou apenas no campo simbólico. Poucos dias após a conclusão do plebiscito, o Congresso Nacional aprovou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de criar uma tributação mais justa sobre as grandes rendas.

Para a CTB, esse resultado foi uma vitória direta da pressão popular e da unidade das centrais sindicais, que mostraram que a luta organizada é capaz de transformar a realidade.

“O plebiscito foi um instrumento de democracia direta e um poderoso recado ao Congresso: o povo quer justiça social e valorização do trabalho. Essa conquista é fruto da mobilização e da consciência política da classe trabalhadora”, destacou Rodrigo Callais, presidente da CTB RS.

Redução da jornada é o próximo passo

Além da reforma tributária mais justa, o plebiscito também pautou outra bandeira histórica do movimento sindical: a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1.
A proposta, que tramita no Congresso Nacional por meio do PL 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS), busca garantir dois dias consecutivos de descanso por semana, promovendo mais saúde, tempo de convivência familiar e qualidade de vida para os trabalhadores.

“O trabalho deve servir à vida, e não o contrário. A CTB continuará mobilizada pela aprovação da jornada 5×2 e pelo fim do modelo exaustivo que compromete a saúde e o bem-estar dos trabalhadores”, reforçou Callais.

Democracia participativa e poder popular

Para a CTB RS, o plebiscito popular representou um novo capítulo da democracia participativa no Brasil. Mais do que uma consulta simbólica, foi um exemplo de construção coletiva e de diálogo direto com o povo brasileiro, que reafirmou o papel estratégico do movimento sindical na formulação de políticas públicas.

“A luta pela taxação dos super-ricos e pela redução da jornada expressa o espírito da nossa Central: defender o trabalho, a renda e a soberania nacional. É assim que construímos um Brasil mais justo e solidário”, afirmou Guiomar Vidor, vice-presidente da CTB Nacional.

Unidade e mobilização permanente

Com o resultado concreto no Congresso e o fortalecimento da pauta trabalhista, a CTB RS reafirma seu compromisso de seguir mobilizando suas bases, construindo alianças com outras centrais e entidades, e mantendo viva a chama da organização popular que fez o plebiscito acontecer.

A vitória alcançada demonstra que quando o povo se organiza, o Brasil avança — e que a voz das trabalhadoras e trabalhadores segue sendo o verdadeiro motor da transformação social.