Clomar Porto, Autor em Sindesc

Cinco meses de negociação e nenhum acordo: SINDESC RS reforça disposição para o diálogo e convida empresas a negociarem diretamente com o sindicato

Após mais de cinco meses de negociações sem avanço com o SESCON RS, o SINDESC RS reafirma que permanece aberto ao diálogo e convida as empresas de contabilidade interessadas em conhecer a proposta da categoria e construir soluções negociadas a entrarem em contato diretamente com a entidade. Enquanto isso, desde 1º de março, data-base da categoria, milhares de trabalhadores seguem aguardando a conclusão da Convenção Coletiva 2026/2027, em razão do impasse nas negociações com a representação patronal estadual.

Há mais de cinco meses, o SINDESC RS busca construir uma solução negociada para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 dos empregados em escritórios de contabilidade do Rio Grande do Sul. Desde o início das tratativas, o sindicato afirma ter mantido uma postura de diálogo, apresentando propostas, revendo sua pauta de reivindicações e cedendo em diversos pontos para aproximar as posições.

Para a direção do SINDESC RS, o principal entrave continua sendo a resistência do SESCON RS em avançar para um entendimento. Segundo a entidade, mesmo após a apresentação de uma contraproposta que reduziu significativamente a distância entre as partes, a representação patronal permanece sem aceitar um acordo.

“O SINDESC fez aquilo que se espera de uma entidade comprometida com o diálogo: sentou à mesa, negociou, cedeu e buscou construir um entendimento. A diferença que hoje separa as propostas é muito pequena em termos financeiros e não justifica que milhares de trabalhadores permaneçam sem uma convenção coletiva definida”, afirma o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos.

Segundo o sindicato, o valor que ainda separa as propostas representa apenas R$ 34,50 mensais para os trabalhadores que recebem o piso da categoria, o equivalente a cerca de R$ 1,15 por dia ou R$ 0,16 por hora. Na avaliação da entidade, trata-se de um impacto reduzido para as empresas, mas significativo para quem depende do salário para sustentar a família.

Impasse amplia preocupação com a valorização da profissão

Para o SINDESC RS, o problema vai além da negociação salarial. A entidade avalia que a dificuldade em reconhecer economicamente os profissionais da contabilidade acaba reforçando um cenário mais amplo de desvalorização da categoria, justamente em um momento em que o setor enfrenta dificuldades crescentes para atrair e reter trabalhadores qualificados.

Entre os fatores que preocupam o sindicato estão o envelhecimento da força de trabalho, a redução do interesse dos jovens pelo curso de Ciências Contábeis, a concorrência com áreas como tecnologia, finanças e mercado digital, a alta rotatividade, o aumento das exigências técnicas, a sobrecarga de trabalho, a deficiência na formação prática e a falta de planos de carreira. Soma-se a isso a baixa atratividade salarial no início da profissão, apontada como uma das razões para o afastamento de novos talentos da área.

Na avaliação do sindicato, manter uma postura de resistência diante de uma diferença financeira tão pequena acaba transmitindo um sinal negativo ao mercado e aos profissionais.

“A categoria enfrenta um mercado cada vez mais complexo, com novas tecnologias, mudanças constantes na legislação, aumento das responsabilidades e da cobrança por qualificação. Valorizar esses profissionais não é apenas uma questão de justiça; é também uma necessidade para garantir o futuro dos próprios escritórios de contabilidade”, destaca Luiz Fernando.

O diálogo continua sendo a prioridade

Apesar do impasse, o SINDESC RS afirma que continuará apostando no diálogo como instrumento para a construção de uma solução equilibrada.

A entidade ressalta que já fez concessões importantes durante as negociações justamente para viabilizar o fechamento da Convenção Coletiva e espera que o SESCON RS também demonstre sensibilidade diante dos anseios da categoria.

“O que defendemos é uma convenção coletiva construída com bom senso, respeito e valorização das pessoas. Ainda acreditamos que é possível chegar a um entendimento, mas isso depende de uma decisão da representação patronal de dar o último passo para que o acordo aconteça”, reforça o presidente.

Empresas podem procurar diretamente o SINDESC RS

Reforçando sua disposição permanente para o diálogo, o SINDESC RS informa que as empresas de contabilidade interessadas em conhecer detalhadamente a proposta apresentada pelo sindicato ou em discutir alternativas para a celebração de acordos podem procurar diretamente a entidade.

O contato pode ser feito com o secretário-geral Rodrigo Fonseca, pelo WhatsApp (51) 98150-5543 ou pelo e-mail [email protected].

Para o SINDESC RS, ampliar o diálogo com as empresas é uma forma de contribuir para a construção de uma Convenção Coletiva que fortaleça o setor, valorize os profissionais e ofereça segurança para todos os envolvidos.

SINDESC RS reforça apoio à luta pelo fim da escala 6×1 em reunião com a deputada federal Daiana Santos

A direção do SINDESC RS acompanhou e saudou a reunião realizada entre dirigentes da FECOSUL e a deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS), que teve como pauta central a continuidade da mobilização em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem redução de salários. O encontro reforçou a necessidade de manter a unidade do movimento sindical na etapa decisiva da tramitação da proposta no Senado Federal.

A redução da jornada de trabalho representa uma das mais importantes reivindicações da classe trabalhadora brasileira e beneficia diretamente milhares de empregados em escritórios, empresas de assessoramento, perícias, pesquisas e serviços contábeis, categoria representada pelo SINDESC RS. A medida busca promover mais qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, redução do adoecimento e melhores condições para o convívio familiar.

Durante a reunião, a deputada Daiana Santos reafirmou seu compromisso com a aprovação da proposta, construída em diálogo com as centrais sindicais e diversas entidades representativas dos trabalhadores. As lideranças sindicais também destacaram que a mobilização seguirá intensa até a votação definitiva da matéria pelo Senado.

Para o presidente do SINDESC RS, Fernando Lemos, este é um momento decisivo para o futuro das relações de trabalho no país. “O fim da escala 6×1 e a redução da jornada representam um avanço histórico na valorização do trabalho. Estamos falando de mais saúde, mais qualidade de vida e mais dignidade para milhões de trabalhadores. O SINDESC RS seguirá mobilizado ao lado das entidades sindicais para que essa conquista se torne realidade.”

O SINDESC RS reafirma seu compromisso com todas as iniciativas que promovam a valorização do trabalho, a melhoria das condições laborais e a ampliação dos direitos da classe trabalhadora. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta e participando das mobilizações em defesa de uma jornada de trabalho mais humana, moderna e compatível com a realidade dos trabalhadores brasileiros.

SINDESC RS reforça aposta no diálogo e cobra sensibilidade do SESCON RS para fechar Convenção Coletiva

O SINDESC RS reafirma que segue comprometido com a construção de um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 por meio do diálogo e da negociação. Desde o início das tratativas, em 4 de março, a entidade sindical tem buscado uma solução equilibrada que contemple a valorização dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, ofereça segurança jurídica e previsibilidade às empresas do setor de contabilidade.

Segundo o sindicato, as negociações começaram antes mesmo da divulgação oficial da inflação, justamente para acelerar o processo e garantir tranquilidade às partes envolvidas. Ao longo das rodadas de negociação, o SINDESC RS afirma ter demonstrado disposição para construir consensos, inclusive revendo sua pauta inicial para aproximar posições.

“Negociar significa ceder. E nós cedemos. Reduzimos nossa reivindicação justamente para facilitar o fechamento da Convenção Coletiva. Fizemos nossa parte para construir um entendimento. Agora esperamos que o SESCON RS também dê esse passo”, destaca o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos.

Diferença pequena, impacto importante

De acordo com o sindicato, atualmente a diferença entre a proposta apresentada pelo SINDESC RS e a contraproposta patronal representa apenas R$ 34,50 por mês para os trabalhadores que recebem o piso da categoria — equivalente a aproximadamente R$ 1,15 por dia ou R$ 0,16 por hora.

Para a direção da entidade, trata-se de uma diferença pequena sob o ponto de vista das empresas, mas significativa para milhares de empregados que dependem do salário para o sustento de suas famílias.

“O valor que ainda nos separa é muito pequeno para justificar a continuidade do impasse. Para quem administra uma empresa, esse impacto é mínimo. Para quem vive do próprio trabalho, cada real faz diferença no orçamento familiar”, ressalta Luiz Fernando.

O sindicato também observa que a proposta patronal atualmente em discussão não alcança sequer o percentual de reajuste aplicado ao salário mínimo nacional, o que, na avaliação da entidade, reforça a necessidade de uma revisão da posição empresarial.

Exemplo do Vale do Taquari demonstra que o entendimento é possível

Outro argumento apresentado pelo SINDESC RS é o acordo recentemente firmado com o SESCON Vale do Taquari. Segundo o sindicato, a negociação foi concluída já na primeira reunião entre as partes e resultou em índices superiores aos atualmente oferecidos pelo SESCON RS.

Para a entidade, o fato ganha ainda mais relevância por envolver uma região que enfrentou algumas das maiores tragédias climáticas da história recente do Rio Grande do Sul e que ainda vive um processo de reconstrução econômica.

“Se uma região que passou por tantas dificuldades conseguiu reconhecer a importância da valorização dos profissionais da contabilidade e construir um acordo, acreditamos que o mesmo é plenamente possível nas negociações estaduais. Isso demonstra que, quando existe disposição para construir soluções, os acordos acontecem”, afirma o presidente do SINDESC RS.

Valorização da categoria e bom senso

O SINDESC RS reforça que sua prioridade não é o confronto, mas a construção de um entendimento que valorize os profissionais da contabilidade e fortaleça o setor.

Segundo a entidade, a Convenção Coletiva representa muito mais do que índices econômicos: simboliza o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente por milhares de empregados responsáveis pelo funcionamento de empresas em todo o estado.

“O que buscamos é uma convenção coletiva que demonstre respeito por quem empreende e reconhecimento por quem trabalha. Ainda há tempo para que prevaleçam o bom senso e a sensibilidade na mesa de negociação. Seguimos acreditando que o diálogo é o melhor caminho para superar este impasse e construir um acordo que seja positivo para todos”, conclui Luiz Fernando Branco Lemos.

Pesquisa confirma: maioria dos gaúchos apoia o fim da escala 6×1 e reforça luta dos trabalhadores

Uma pesquisa de opinião realizada pelo IPO e divulgada pela colunista Giane Guerra, de GZH, revela um dado que fortalece a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país: sete em cada dez gaúchos apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O levantamento mostra que a defesa de mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da saúde deixou de ser apenas uma pauta sindical e passou a representar um sentimento majoritário da sociedade gaúcha.

O apoio à mudança aparece em todas as regiões do Rio Grande do Sul, ainda que com diferentes intensidades, demonstrando que a população compreende a necessidade de modernizar as relações de trabalho e construir um modelo mais equilibrado entre vida profissional e pessoal. A pesquisa também evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho está cada vez mais presente no cotidiano das famílias gaúchas.

Para o SINDESC RS, os números confirmam aquilo que a entidade tem defendido historicamente: trabalhadores e trabalhadoras precisam de condições mais humanas de trabalho, com mais tempo para a família, para os estudos, para o lazer e para o cuidado com a própria saúde.

A redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam um avanço civilizatório já adotado ou debatido em diversos países e podem trazer impactos positivos para toda a sociedade, como a diminuição do adoecimento físico e mental, o aumento da produtividade, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida.

A pesquisa também ganha relevância em um momento decisivo, quando a proposta de redução da jornada e o fim da escala 6×1 avançam no debate nacional. O apoio de 70% dos gaúchos demonstra que a sociedade está pronta para discutir novas formas de organização do trabalho, mais compatíveis com as necessidades do século XXI.

O SINDESC RS reafirma seu compromisso com a defesa de condições dignas de trabalho e seguirá acompanhando e apoiando todas as iniciativas que garantam mais direitos, mais qualidade de vida e mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.

Campanha salarial: SESCON RS segue intransigente e sequer acompanha o que a categoria do Vale do Taquari já conquistou

Enquanto os trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari já garantiram avanços concretos na Convenção Coletiva 2026/2027, as negociações com o SESCON RS, entidade patronal que representa as empresas do restante do estado, seguem sem acordo e marcadas pela apresentação de propostas consideradas insuficientes pelo SINDESC RS.

O contraste entre as duas negociações chama atenção. No Vale do Taquari, região que enfrentou severos impactos econômicos em razão das enchentes dos últimos anos e ainda vive um processo de reconstrução, a representação patronal reconheceu a importância da valorização dos trabalhadores e firmou um acordo que garante reajustes acima da inflação, valorização dos pisos salariais e aumento no vale-refeição.

Já nas negociações estaduais, o SESCON RS tem adotado uma postura considerada intransigente pelo sindicato laboral. Mesmo após solicitar acesso ao acordo firmado no Vale do Taquari, a entidade patronal apresentou uma contraproposta com índices inferiores aos já conquistados pelos trabalhadores da região.

Para o SINDESC RS, a situação evidencia uma contradição difícil de justificar: “O Vale do Taquari passou por um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Empresas e trabalhadores enfrentaram enchentes, prejuízos e enormes desafios para reconstruir suas atividades. Ainda assim, houve compreensão por parte da representação patronal sobre a necessidade de valorizar os profissionais da contabilidade. O SESCON RS, que representa empresas de todo o estado, sequer está disposto a acompanhar os índices já acordados naquela região”, avalia a direção da entidade.

Outro aspecto destacado pelo sindicato é que as negociações com o SESCON RS foram iniciadas antes mesmo das tratativas com o SESCON Vale do Taquari. No entanto, enquanto o acordo regional já foi concluído e aprovado pelos trabalhadores, a negociação estadual continua se arrastando sem avanços significativos.

O secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, destaca que a categoria não aceitará retrocessos. “Não faz sentido que trabalhadores de uma região que enfrentou tantas dificuldades consigam garantir reajustes superiores aos que estão sendo oferecidos para o restante do estado. Esperamos que o SESCON RS reveja sua posição e apresente uma proposta compatível com a realidade econômica do setor e com o reconhecimento que os profissionais da contabilidade merecem.”

Diante do impasse, o SINDESC RS reforça a importância da mobilização da categoria. Segundo a entidade, a participação dos trabalhadores nas assembleias e nas ações sindicais será fundamental para pressionar o setor patronal e garantir uma convenção coletiva que assegure ganhos reais e a valorização dos profissionais dos escritórios de contabilidade gaúchos.

A direção do sindicato afirma que seguirá negociando, mas espera que o SESCON RS abandone a postura de resistência e apresente uma proposta que esteja, no mínimo, à altura do acordo já firmado no Vale do Taquari.

Categoria aprova acordo coletivo 2026/2027 para empregados em escritórios de contabilidade no Vale do Taquari

Centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade da região do Vale do Taquari participaram da assembleia realizada na noite da última segunda-feira, dia 25 de maio, e aprovaram a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Sescon Vale do Taquari para fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

A proposta aprovada garante reajuste dos pisos salariais no percentual de 6,79% e reajuste de 5% nos salários a partir de março de 2026. O acordo também prevê valorização no vale-refeição, que passa a ter valor líquido diário de R$ 24,36 a partir de março de 2026.

Entre os destaques da negociação está o novo piso dos Técnicos em Contabilidade, que terá dois valores ao longo do período: R$ 2.242,59 entre março e junho e R$ 2.388,50 a partir de julho de 2026.

Para o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos, a forte participação da categoria demonstra um novo momento de mobilização e valorização dos trabalhadores do setor.

“Não foi apenas uma participação expressiva em número de pessoas, mas também pela qualidade dos debates e das contribuições apresentadas. Isso representa um novo momento de valorização da força de trabalho dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari e de participação ativa da categoria na definição dos melhores rumos que buscamos”, destacou.

Já o secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, ressaltou que o acordo foi positivo para os trabalhadores.

“O acordo foi bastante vantajoso, especialmente porque todas as cláusulas econômicas tiveram reajustes acima da inflação, além da manutenção integral das cláusulas sociais”, afirmou.

O sindicato também reforçou a importância da participação permanente da categoria nas assembleias e no cotidiano da entidade sindical, destacando que o fortalecimento da organização coletiva é fundamental para ampliar conquistas e garantir melhores condições de vida e trabalho para os empregados em escritórios de contabilidade.

SINDESC RS: Assembleia Geral vai debater Convenção Coletiva 2026/2027 e mobiliza trabalhadores de mais de 40 cidades do Vale do Taquari

O SINDESC RS convoca os trabalhadores e trabalhadoras da categoria para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no próximo dia 25 de maio de 2026, em Lajeado, de forma híbrida — presencial e virtual.

A assembleia acontecerá na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Lajeado, localizada na Rua Bento Gonçalves, 1305, Centro, com primeira convocação às 18h30 e segunda e última convocação às 19h. A participação virtual será realizada mediante cadastro prévio pelo link https://forms.gle/Yv5gbSxNGWPLVvbEA, até às 14h do mesmo dia, para recebimento do link de acesso à sala virtual.

O encontro reunirá trabalhadores e trabalhadoras dos municípios de Anta Gorda, Arroio do Meio, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Canudos do Vale, Capitão, Colinas, Coqueiro Baixo, Coronel Pilar, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Fazenda Vilanova, Fontoura Xavier, Forquetinha, Guaporé, Ilópolis, Imigrante, Itapuca, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Muçum, Nova Alvorada, Nova Bréscia, Paverama, Poço das Antas, Pouso Novo, Progresso, Putinga, Relvado, Roca Sales, Santa Clara do Sul, São José do Herval, São Valentim do Sul, Sério, Tabaí, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Venâncio Aires, Vespasiano Corrêa e Westfália.

A assembleia terá como objetivo deliberar sobre temas fundamentais para a categoria, especialmente relacionados à negociação coletiva 2026/2027. Entre os principais pontos da pauta estão a análise sobre a conveniência de firmar Convenção Coletiva de Trabalho, definição das cláusulas econômicas e sociais, autorização para ajuizamento de ações coletivas pelo sindicato, além da ratificação da contribuição assistencial e eleição de Delegado Sindical de Base.

O presidente do sindicato, Luiz Fernando Branco Lemos, destaca a importância da participação da categoria nas decisões coletivas. “A assembleia é um espaço democrático fundamental para fortalecer a organização sindical e definir os rumos das lutas da categoria diante dos desafios atuais do mundo do trabalho”, ressalta.
O edital também informa que as decisões aprovadas em escrutínio secreto terão validade para toda a categoria profissional, independentemente do comparecimento dos trabalhadores. Além disso, o SINDESC/RS realizará o ressarcimento das despesas de estadia e alimentação dos empregados de outras cidades que participarem presencialmente da assembleia.

Pesquisa do SINDESC RS aponta sobrecarga, pressão por metas e falta de reconhecimento como principais riscos psicossociais no trabalho contábil

O SINDESC RS realizou, na última segunda-feira, 04/5, a apresentação oficial dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil, estudo elaborado com trabalhadores e trabalhadoras de escritórios e empresas de serviços contábeis de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu em formato online e reuniu participantes de várias cidades do estado para debater saúde mental, organização do trabalho e as mudanças da NR-1.

O levantamento revelou um cenário de atenção para a saúde mental da categoria, apontando a presença consistente de riscos psicossociais no cotidiano profissional, especialmente relacionados à pressão por metas, excesso de trabalho, conflitos interpessoais, falhas de comunicação e sensação de falta de reconhecimento.

Segundo o relatório apresentado, os riscos não aparecem de forma isolada, mas como resultado da combinação entre jornadas intensas, exigências de produtividade, responsabilidades elevadas e práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores.

A pesquisa contou com trabalhadores de diversos municípios gaúchos, com maior concentração na Região Metropolitana de Porto Alegre, abrangendo diferentes setores da atividade contábil, especialmente os departamentos pessoal, fiscal e contábil.

Um dos pontos de maior destaque foi o setor de Departamento Pessoal, identificado como um dos mais expostos aos riscos psicossociais devido à combinação de prazos legais rígidos, múltiplas demandas simultâneas e necessidade constante de mediação de conflitos.

O estudo também apontou que trabalhadores de cargos técnicos e operacionais — como analistas, assistentes e auxiliares — estão mais vulneráveis ao desgaste emocional e à pressão organizacional.

Entre os fatores considerados mais preocupantes, a pesquisa destacou o tópico “Reconhecimento e Recompensas”, classificado em alguns setores como de gravidade alta. Muitos trabalhadores relataram perceber um descompasso entre o esforço realizado, a responsabilidade assumida e o retorno recebido, seja em valorização, oportunidades ou reconhecimento profissional.

Outro dado relevante apresentado durante o evento foi o impacto direto da sobrecarga de trabalho na saúde física e emocional dos profissionais. O relatório aponta sintomas recorrentes de ansiedade, exaustão e insônia associados ao excesso de demandas e à dificuldade de recuperação emocional.

As falhas de comunicação e os conflitos interpessoais também apareceram entre os principais fatores de risco. O estudo identificou que informações desencontradas, ausência de espaços de diálogo e problemas de comunicação interna contribuem para aumento do retrabalho, insegurança e desgaste emocional.

Outro aspecto debatido durante a apresentação foi o impacto do trabalho na vida pessoal dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, muitos participantes afirmaram que o estresse profissional interfere diretamente nas relações familiares, no descanso e na qualidade de vida, demonstrando que os efeitos dos riscos psicossociais ultrapassam o ambiente de trabalho.

O relatório também reforçou a importância das recentes alterações da NR-1, que passaram a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte da gestão de riscos ocupacionais, ampliando a responsabilidade das empresas na identificação, prevenção e enfrentamento desses problemas.

Durante a atividade, foram apresentadas recomendações para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, incluindo melhoria da comunicação interna, fortalecimento de políticas de reconhecimento, criação de canais seguros de escuta, suporte psicológico, gestão mais humanizada e medidas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Na conclusão do estudo, o diagnóstico aponta que a saúde mental deve ocupar papel central nas decisões organizacionais, destacando que a prevenção dos riscos psicossociais exige compromisso institucional, diálogo e responsabilidade coletiva.

SINDESC RS participa de encontro na UFRGS sobre memória das vítimas de acidentes de trabalho e saúde mental

O SINDESC RS esteve presente no encontro “Nenhuma Vida Invisível: Sociedade Mobilizada pela Saúde Mental e pela NR-1”, realizado na UFRGS, em Porto Alegre, reforçando o compromisso da entidade com a defesa da saúde, da dignidade e da valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras.

A atividade reuniu representantes sindicais, especialistas, pesquisadores, estudantes e movimentos sociais para debater os impactos dos acidentes de trabalho, a preservação da memória das vítimas e o avanço da crise de saúde mental no ambiente laboral.

Representando o SINDESC RS, o presidente Fernando Lemos destacou a importância de ampliar o debate sobre os riscos psicossociais no trabalho, especialmente diante das mudanças relacionadas à NR-1, que passam a exigir maior atenção das empresas à saúde mental dos trabalhadores.

O encontro também chamou atenção para o crescimento dos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão, estresse e esgotamento profissional, reforçando a necessidade de políticas preventivas, ambientes de trabalho mais saudáveis e fortalecimento da atuação sindical na defesa da vida.

A programação contou ainda com a participação de lideranças sindicais, representantes da CTB RS, professores e pesquisadores da UFRGS, em um espaço de reflexão, mobilização e conscientização sobre a importância de combater o adoecimento no trabalho e garantir condições dignas para toda a classe trabalhadora.

Para o SINDESC RS, discutir saúde mental no ambiente de trabalho é uma pauta urgente e essencial, especialmente em setores marcados pela pressão, metas excessivas e sobrecarga emocional. A entidade seguirá atuando na defesa de políticas que garantam respeito, proteção e qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.

SINDESC RS apresenta resultados de pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil em evento online

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) promove, no próximo dia 04 de maio de 2026 (segunda-feira), às 19h, a apresentação dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais realizada junto aos trabalhadores de escritórios contábeis no estado.

O estudo traz uma análise abrangente dos fatores que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho, abordando questões como sobrecarga, pressão por prazos, organização do trabalho e condições psicossociais enfrentadas diariamente pela categoria.

Além da divulgação dos dados, o evento também irá tratar das modificações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho, incluindo a gestão de riscos ocupacionais — tema cada vez mais relevante diante do crescimento dos afastamentos relacionados a questões psicológicas.

De acordo com o SINDESC RS, a iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância de ambientes de trabalho mais saudáveis e reforçar o papel da prevenção, alinhando a categoria às novas exigências legais e às boas práticas de proteção à saúde dos trabalhadores.

A atividade será realizada em formato de videoconferência, pela plataforma Zoom, permitindo a participação de trabalhadores, dirigentes sindicais e demais interessados de todo o estado.

📅 Data: 04 de maio de 2026
🕖 Horário: 19h
💻 Modalidade: Online (Zoom)

🔗 Link de acesso:
https://us02web.zoom.us/j/88906976265?pwd=UI17Gy1R2T61AL3Y585bC0f2CawpoD.1

🆔 ID da reunião: 889 0697 6265
🔒 Senha: 611196

Para o sindicato, discutir os riscos psicossociais é fundamental para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e valorização profissional. A entidade reforça o convite para que a categoria participe do encontro e contribua com esse importante debate.

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