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Pesquisa confirma: maioria dos gaúchos apoia o fim da escala 6×1 e reforça luta dos trabalhadores

Uma pesquisa de opinião realizada pelo IPO e divulgada pela colunista Giane Guerra, de GZH, revela um dado que fortalece a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país: sete em cada dez gaúchos apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O levantamento mostra que a defesa de mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da saúde deixou de ser apenas uma pauta sindical e passou a representar um sentimento majoritário da sociedade gaúcha.

O apoio à mudança aparece em todas as regiões do Rio Grande do Sul, ainda que com diferentes intensidades, demonstrando que a população compreende a necessidade de modernizar as relações de trabalho e construir um modelo mais equilibrado entre vida profissional e pessoal. A pesquisa também evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho está cada vez mais presente no cotidiano das famílias gaúchas.

Para o SINDESC RS, os números confirmam aquilo que a entidade tem defendido historicamente: trabalhadores e trabalhadoras precisam de condições mais humanas de trabalho, com mais tempo para a família, para os estudos, para o lazer e para o cuidado com a própria saúde.

A redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam um avanço civilizatório já adotado ou debatido em diversos países e podem trazer impactos positivos para toda a sociedade, como a diminuição do adoecimento físico e mental, o aumento da produtividade, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida.

A pesquisa também ganha relevância em um momento decisivo, quando a proposta de redução da jornada e o fim da escala 6×1 avançam no debate nacional. O apoio de 70% dos gaúchos demonstra que a sociedade está pronta para discutir novas formas de organização do trabalho, mais compatíveis com as necessidades do século XXI.

O SINDESC RS reafirma seu compromisso com a defesa de condições dignas de trabalho e seguirá acompanhando e apoiando todas as iniciativas que garantam mais direitos, mais qualidade de vida e mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.

Campanha salarial: SESCON RS segue intransigente e sequer acompanha o que a categoria do Vale do Taquari já conquistou

Enquanto os trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari já garantiram avanços concretos na Convenção Coletiva 2026/2027, as negociações com o SESCON RS, entidade patronal que representa as empresas do restante do estado, seguem sem acordo e marcadas pela apresentação de propostas consideradas insuficientes pelo SINDESC RS.

O contraste entre as duas negociações chama atenção. No Vale do Taquari, região que enfrentou severos impactos econômicos em razão das enchentes dos últimos anos e ainda vive um processo de reconstrução, a representação patronal reconheceu a importância da valorização dos trabalhadores e firmou um acordo que garante reajustes acima da inflação, valorização dos pisos salariais e aumento no vale-refeição.

Já nas negociações estaduais, o SESCON RS tem adotado uma postura considerada intransigente pelo sindicato laboral. Mesmo após solicitar acesso ao acordo firmado no Vale do Taquari, a entidade patronal apresentou uma contraproposta com índices inferiores aos já conquistados pelos trabalhadores da região.

Para o SINDESC RS, a situação evidencia uma contradição difícil de justificar: “O Vale do Taquari passou por um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Empresas e trabalhadores enfrentaram enchentes, prejuízos e enormes desafios para reconstruir suas atividades. Ainda assim, houve compreensão por parte da representação patronal sobre a necessidade de valorizar os profissionais da contabilidade. O SESCON RS, que representa empresas de todo o estado, sequer está disposto a acompanhar os índices já acordados naquela região”, avalia a direção da entidade.

Outro aspecto destacado pelo sindicato é que as negociações com o SESCON RS foram iniciadas antes mesmo das tratativas com o SESCON Vale do Taquari. No entanto, enquanto o acordo regional já foi concluído e aprovado pelos trabalhadores, a negociação estadual continua se arrastando sem avanços significativos.

O secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, destaca que a categoria não aceitará retrocessos. “Não faz sentido que trabalhadores de uma região que enfrentou tantas dificuldades consigam garantir reajustes superiores aos que estão sendo oferecidos para o restante do estado. Esperamos que o SESCON RS reveja sua posição e apresente uma proposta compatível com a realidade econômica do setor e com o reconhecimento que os profissionais da contabilidade merecem.”

Diante do impasse, o SINDESC RS reforça a importância da mobilização da categoria. Segundo a entidade, a participação dos trabalhadores nas assembleias e nas ações sindicais será fundamental para pressionar o setor patronal e garantir uma convenção coletiva que assegure ganhos reais e a valorização dos profissionais dos escritórios de contabilidade gaúchos.

A direção do sindicato afirma que seguirá negociando, mas espera que o SESCON RS abandone a postura de resistência e apresente uma proposta que esteja, no mínimo, à altura do acordo já firmado no Vale do Taquari.

Categoria aprova acordo coletivo 2026/2027 para empregados em escritórios de contabilidade no Vale do Taquari

Centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade da região do Vale do Taquari participaram da assembleia realizada na noite da última segunda-feira, dia 25 de maio, e aprovaram a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Sescon Vale do Taquari para fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

A proposta aprovada garante reajuste dos pisos salariais no percentual de 6,79% e reajuste de 5% nos salários a partir de março de 2026. O acordo também prevê valorização no vale-refeição, que passa a ter valor líquido diário de R$ 24,36 a partir de março de 2026.

Entre os destaques da negociação está o novo piso dos Técnicos em Contabilidade, que terá dois valores ao longo do período: R$ 2.242,59 entre março e junho e R$ 2.388,50 a partir de julho de 2026.

Para o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos, a forte participação da categoria demonstra um novo momento de mobilização e valorização dos trabalhadores do setor.

“Não foi apenas uma participação expressiva em número de pessoas, mas também pela qualidade dos debates e das contribuições apresentadas. Isso representa um novo momento de valorização da força de trabalho dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari e de participação ativa da categoria na definição dos melhores rumos que buscamos”, destacou.

Já o secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, ressaltou que o acordo foi positivo para os trabalhadores.

“O acordo foi bastante vantajoso, especialmente porque todas as cláusulas econômicas tiveram reajustes acima da inflação, além da manutenção integral das cláusulas sociais”, afirmou.

O sindicato também reforçou a importância da participação permanente da categoria nas assembleias e no cotidiano da entidade sindical, destacando que o fortalecimento da organização coletiva é fundamental para ampliar conquistas e garantir melhores condições de vida e trabalho para os empregados em escritórios de contabilidade.

SINDESC RS: Assembleia Geral vai debater Convenção Coletiva 2026/2027 e mobiliza trabalhadores de mais de 40 cidades do Vale do Taquari

O SINDESC RS convoca os trabalhadores e trabalhadoras da categoria para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no próximo dia 25 de maio de 2026, em Lajeado, de forma híbrida — presencial e virtual.

A assembleia acontecerá na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Lajeado, localizada na Rua Bento Gonçalves, 1305, Centro, com primeira convocação às 18h30 e segunda e última convocação às 19h. A participação virtual será realizada mediante cadastro prévio pelo link https://forms.gle/Yv5gbSxNGWPLVvbEA, até às 14h do mesmo dia, para recebimento do link de acesso à sala virtual.

O encontro reunirá trabalhadores e trabalhadoras dos municípios de Anta Gorda, Arroio do Meio, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Canudos do Vale, Capitão, Colinas, Coqueiro Baixo, Coronel Pilar, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Fazenda Vilanova, Fontoura Xavier, Forquetinha, Guaporé, Ilópolis, Imigrante, Itapuca, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Muçum, Nova Alvorada, Nova Bréscia, Paverama, Poço das Antas, Pouso Novo, Progresso, Putinga, Relvado, Roca Sales, Santa Clara do Sul, São José do Herval, São Valentim do Sul, Sério, Tabaí, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Venâncio Aires, Vespasiano Corrêa e Westfália.

A assembleia terá como objetivo deliberar sobre temas fundamentais para a categoria, especialmente relacionados à negociação coletiva 2026/2027. Entre os principais pontos da pauta estão a análise sobre a conveniência de firmar Convenção Coletiva de Trabalho, definição das cláusulas econômicas e sociais, autorização para ajuizamento de ações coletivas pelo sindicato, além da ratificação da contribuição assistencial e eleição de Delegado Sindical de Base.

O presidente do sindicato, Luiz Fernando Branco Lemos, destaca a importância da participação da categoria nas decisões coletivas. “A assembleia é um espaço democrático fundamental para fortalecer a organização sindical e definir os rumos das lutas da categoria diante dos desafios atuais do mundo do trabalho”, ressalta.
O edital também informa que as decisões aprovadas em escrutínio secreto terão validade para toda a categoria profissional, independentemente do comparecimento dos trabalhadores. Além disso, o SINDESC/RS realizará o ressarcimento das despesas de estadia e alimentação dos empregados de outras cidades que participarem presencialmente da assembleia.

Pesquisa do SINDESC RS aponta sobrecarga, pressão por metas e falta de reconhecimento como principais riscos psicossociais no trabalho contábil

O SINDESC RS realizou, na última segunda-feira, 04/5, a apresentação oficial dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil, estudo elaborado com trabalhadores e trabalhadoras de escritórios e empresas de serviços contábeis de diversas regiões do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu em formato online e reuniu participantes de várias cidades do estado para debater saúde mental, organização do trabalho e as mudanças da NR-1.

O levantamento revelou um cenário de atenção para a saúde mental da categoria, apontando a presença consistente de riscos psicossociais no cotidiano profissional, especialmente relacionados à pressão por metas, excesso de trabalho, conflitos interpessoais, falhas de comunicação e sensação de falta de reconhecimento.

Segundo o relatório apresentado, os riscos não aparecem de forma isolada, mas como resultado da combinação entre jornadas intensas, exigências de produtividade, responsabilidades elevadas e práticas organizacionais que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores.

A pesquisa contou com trabalhadores de diversos municípios gaúchos, com maior concentração na Região Metropolitana de Porto Alegre, abrangendo diferentes setores da atividade contábil, especialmente os departamentos pessoal, fiscal e contábil.

Um dos pontos de maior destaque foi o setor de Departamento Pessoal, identificado como um dos mais expostos aos riscos psicossociais devido à combinação de prazos legais rígidos, múltiplas demandas simultâneas e necessidade constante de mediação de conflitos.

O estudo também apontou que trabalhadores de cargos técnicos e operacionais — como analistas, assistentes e auxiliares — estão mais vulneráveis ao desgaste emocional e à pressão organizacional.

Entre os fatores considerados mais preocupantes, a pesquisa destacou o tópico “Reconhecimento e Recompensas”, classificado em alguns setores como de gravidade alta. Muitos trabalhadores relataram perceber um descompasso entre o esforço realizado, a responsabilidade assumida e o retorno recebido, seja em valorização, oportunidades ou reconhecimento profissional.

Outro dado relevante apresentado durante o evento foi o impacto direto da sobrecarga de trabalho na saúde física e emocional dos profissionais. O relatório aponta sintomas recorrentes de ansiedade, exaustão e insônia associados ao excesso de demandas e à dificuldade de recuperação emocional.

As falhas de comunicação e os conflitos interpessoais também apareceram entre os principais fatores de risco. O estudo identificou que informações desencontradas, ausência de espaços de diálogo e problemas de comunicação interna contribuem para aumento do retrabalho, insegurança e desgaste emocional.

Outro aspecto debatido durante a apresentação foi o impacto do trabalho na vida pessoal dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, muitos participantes afirmaram que o estresse profissional interfere diretamente nas relações familiares, no descanso e na qualidade de vida, demonstrando que os efeitos dos riscos psicossociais ultrapassam o ambiente de trabalho.

O relatório também reforçou a importância das recentes alterações da NR-1, que passaram a reconhecer oficialmente os riscos psicossociais como parte da gestão de riscos ocupacionais, ampliando a responsabilidade das empresas na identificação, prevenção e enfrentamento desses problemas.

Durante a atividade, foram apresentadas recomendações para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, incluindo melhoria da comunicação interna, fortalecimento de políticas de reconhecimento, criação de canais seguros de escuta, suporte psicológico, gestão mais humanizada e medidas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Na conclusão do estudo, o diagnóstico aponta que a saúde mental deve ocupar papel central nas decisões organizacionais, destacando que a prevenção dos riscos psicossociais exige compromisso institucional, diálogo e responsabilidade coletiva.

SINDESC RS participa de encontro na UFRGS sobre memória das vítimas de acidentes de trabalho e saúde mental

O SINDESC RS esteve presente no encontro “Nenhuma Vida Invisível: Sociedade Mobilizada pela Saúde Mental e pela NR-1”, realizado na UFRGS, em Porto Alegre, reforçando o compromisso da entidade com a defesa da saúde, da dignidade e da valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras.

A atividade reuniu representantes sindicais, especialistas, pesquisadores, estudantes e movimentos sociais para debater os impactos dos acidentes de trabalho, a preservação da memória das vítimas e o avanço da crise de saúde mental no ambiente laboral.

Representando o SINDESC RS, o presidente Fernando Lemos destacou a importância de ampliar o debate sobre os riscos psicossociais no trabalho, especialmente diante das mudanças relacionadas à NR-1, que passam a exigir maior atenção das empresas à saúde mental dos trabalhadores.

O encontro também chamou atenção para o crescimento dos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão, estresse e esgotamento profissional, reforçando a necessidade de políticas preventivas, ambientes de trabalho mais saudáveis e fortalecimento da atuação sindical na defesa da vida.

A programação contou ainda com a participação de lideranças sindicais, representantes da CTB RS, professores e pesquisadores da UFRGS, em um espaço de reflexão, mobilização e conscientização sobre a importância de combater o adoecimento no trabalho e garantir condições dignas para toda a classe trabalhadora.

Para o SINDESC RS, discutir saúde mental no ambiente de trabalho é uma pauta urgente e essencial, especialmente em setores marcados pela pressão, metas excessivas e sobrecarga emocional. A entidade seguirá atuando na defesa de políticas que garantam respeito, proteção e qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.

SINDESC RS apresenta resultados de pesquisa sobre riscos psicossociais no trabalho contábil em evento online

O Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (SINDESC RS) promove, no próximo dia 04 de maio de 2026 (segunda-feira), às 19h, a apresentação dos resultados da pesquisa sobre riscos psicossociais realizada junto aos trabalhadores de escritórios contábeis no estado.

O estudo traz uma análise abrangente dos fatores que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho, abordando questões como sobrecarga, pressão por prazos, organização do trabalho e condições psicossociais enfrentadas diariamente pela categoria.

Além da divulgação dos dados, o evento também irá tratar das modificações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho, incluindo a gestão de riscos ocupacionais — tema cada vez mais relevante diante do crescimento dos afastamentos relacionados a questões psicológicas.

De acordo com o SINDESC RS, a iniciativa busca ampliar o debate sobre a importância de ambientes de trabalho mais saudáveis e reforçar o papel da prevenção, alinhando a categoria às novas exigências legais e às boas práticas de proteção à saúde dos trabalhadores.

A atividade será realizada em formato de videoconferência, pela plataforma Zoom, permitindo a participação de trabalhadores, dirigentes sindicais e demais interessados de todo o estado.

📅 Data: 04 de maio de 2026
🕖 Horário: 19h
💻 Modalidade: Online (Zoom)

🔗 Link de acesso:
https://us02web.zoom.us/j/88906976265?pwd=UI17Gy1R2T61AL3Y585bC0f2CawpoD.1

🆔 ID da reunião: 889 0697 6265
🔒 Senha: 611196

Para o sindicato, discutir os riscos psicossociais é fundamental para garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e valorização profissional. A entidade reforça o convite para que a categoria participe do encontro e contribua com esse importante debate.

Falta de profissionais em escritórios contábeis expõe necessidade de valorização na Campanha Salarial

A dificuldade de contratação de profissionais em escritórios de contabilidade no Rio Grande do Sul tem sido um dos principais temas que atravessam a Campanha Salarial 2025/2027 dos trabalhadores do setor. O cenário, cada vez mais presente no dia a dia das empresas, revela um problema estrutural que vai além da simples falta de mão de obra: a desvalorização histórica da categoria.

Nos últimos meses, tem se intensificado o debate público sobre a escassez de trabalhadores nos escritórios contábeis. De um lado, empresas apontam dificuldades para contratar e reter profissionais. De outro, trabalhadores denunciam salários baixos, alta pressão, ausência de plano de carreira e falta de investimento em qualificação.

Para o SINDESC RS, que representa mais de 20 mil empregados em escritórios e empresas de contabilidade no estado, a questão precisa ser analisada de forma completa.

Dois lados de um mesmo problema

De acordo com o sindicato, há um discurso recorrente por parte de empregadores de que os profissionais “não permanecem”, “entregam pouco” ou “buscam sair por pequenas diferenças salariais”. No entanto, a realidade enfrentada pelos trabalhadores mostra outro cenário.

Entre as principais queixas da categoria estão:
• Salários defasados, muitas vezes sem aumento real ao longo dos anos;
• Alta cobrança e pressão por resultados;
• Ausência de plano de carreira e crescimento profissional;
• Falta de investimento em capacitação e qualificação;
• Pouco reconhecimento pelo aumento de responsabilidades.

Esse conjunto de fatores tem levado muitos profissionais a buscar melhores oportunidades, dentro ou fora do setor, ampliando a rotatividade e dificultando a retenção de mão de obra qualificada.

A conta não fecha

Outro ponto levantado no debate é a chamada “polêmica dos honorários”. Segundo o SINDESC RS, há escritórios que operam com valores muito baixos, o que limita a capacidade de investimento em estrutura e pessoal.

Por outro lado, o sindicato também aponta que nem sempre honorários mais altos se traduzem em valorização dos trabalhadores, indicando que o problema não se resume apenas à precificação dos serviços, mas também à forma como os recursos são distribuídos dentro das empresas.

“O que vemos é que a conta não fecha para nenhum dos lados quando não há valorização do trabalho. Sem salário digno, sem perspectiva de crescimento e sem investimento nas pessoas, não há como manter profissionais qualificados”, avalia o sindicato.

Valorização é caminho para resolver a escassez

Dentro desse contexto, o SINDESC RS reforça que a reposição salarial com aumento real é um dos principais pontos da pauta de reivindicações apresentada na atual negociação coletiva.

Para a entidade, enfrentar a falta de profissionais passa necessariamente por:
• Melhorar os salários da categoria;
• Garantir valorização real acima da inflação;
• Estimular planos de carreira e crescimento profissional;
• Ampliar investimentos em qualificação;
• Reduzir a rotatividade por meio de melhores condições de trabalho.

A avaliação do sindicato é de que a valorização não deve ser vista como custo, mas como investimento estratégico, essencial para a sustentabilidade do setor contábil.

Negociação segue em andamento

Com data-base em março, as negociações da Convenção Coletiva seguem em curso entre o SINDESC RS e a representação patronal. O tema da valorização da categoria e da retenção de profissionais deve seguir no centro dos debates nas próximas rodadas.

Para o sindicato, o momento é decisivo para corrigir distorções históricas e construir um novo cenário para os trabalhadores e trabalhadoras do setor contábil no Rio Grande do Sul.

“A falta de profissionais não é um problema isolado. É um sinal claro de que é preciso mudar. E essa mudança começa pela valorização de quem faz o setor funcionar todos os dias”, conclui o SINDESC RS.

SINDESC RS recupera quase R$ 1 milhão em ações trabalhistas no mês de março

O trabalho jurídico do Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do RS (SINDESC RS) vem garantindo importantes reparações à categoria. Somente em março de 2026 as ações trabalhistas ajuizadas pelo sindicato resultaram no reconhecimento de quase R$ 1 milhão em direitos para trabalhadores e ex‑trabalhadores de escritórios de contabilidade em Frederico Westphalen, Ibirubá, Sapiranga e Presidente Lucena. Além das ações já encerradas, há outros processos em andamento com decisões esperadas nas próximas semanas.

Um dos casos emblemáticos foi o acordo firmado em audiência no dia 3 de março. Após mais de dez anos de tramitação, uma ação trabalhista contra uma empresa de contabilidade de Sapiranga teve conciliação homologada na Justiça do Trabalho. O entendimento garantiu o pagamento de aproximadamente R$ 150 mil a ex‑empregados, encerrando a disputa judicial. Já em Frederico Westphalen, o sindicato convocou trabalhadores da empresa Sidlóski & Sidlóski Contabilidade & Assessoria Ltda. para que se apresentem e recebam os valores decorrentes de um acordo homologado pela Vara do Trabalho local .

As ações vitoriosas discutem verbas como auxílio‑alimentação, diferenças salariais e depósitos de FGTS, além de pedidos de intervalo de 10 minutos a cada 60 trabalhados — direitos que nem sempre são respeitados. O sindicato lembra que, graças a acordo firmado na Convenção Coletiva, benefícios como vale‑alimentação e auxílio‑creche permanecem garantidos até 2027, mas é preciso acionar a Justiça quando as empresas descumprem as obrigações. A entidade orienta trabalhadores e ex‑trabalhadores que tenham dúvidas ou processos pendentes a procurar o departamento jurídico para receber orientações e assegurar seus direitos.

SINDESC RS lamenta falta de avanço na terceira rodada de negociação

A negociação da Convenção Coletiva de Trabalho para trabalhadores em escritórios e empresas de contabilidade no Rio Grande do Sul continua sem avanços. Na reunião desta quarta-feira, 25 de março, realizada na sede da representação patronal em Porto Alegre (SESCON), a direção do Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do RS (SINDESC RS) considerou insatisfatória a nova proposta apresentada pela entidade patronal.

A divergência central está no índice de reajuste. O SINDESC RS defende um aumento real de salários, acima da inflação, para recompor o poder de compra dos trabalhadores. A entidade lembra que, em cenário de inflação baixa, a combinação de reposição inflacionária e ganho real é benéfica para a economia e para a renda das famílias. Já a representação patronal segue oferecendo índice ainda rebaixado, o que o SINDESC RS classifica como “um passo muito pequeno” na direção de um acordo aceitável.

A direção do sindicato ressalta que negociações coletivas exigem bom senso para se alcançar um consenso. “Seguimos trabalhando para fechar um acordo o quanto antes, com índice justo e valorização do trabalho da categoria”, afirmou o SINDESC em nota. A entidade aguarda um gesto de sensibilidade por parte dos patrões e se coloca à disposição das empresas que queiram conhecer em detalhes as propostas apresentadas pela representação dos trabalhadores e trabalhadoras.

Próximos passos

Apesar do impasse, uma nova rodada de negociação deverá ser marcada nos próximos dias. O SINDESC RS reforça a importância da mobilização da categoria para fortalecer a pauta de reivindicações e manter a pressão por um acordo que assegure um reajuste à altura do que a categoria merece.