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Curso Especialista em Processos Societários é sucesso e recebe aprovação de 96% dos participantes

A capacitação promovida pelo SINDESC/RS em parceria com a AGESCONH foi um sucesso, segundo a avaliação dos próprios alunos participantes. Os resultados da pesquisa realizada ao final da formação demonstram alto índice de satisfação tanto com o conteúdo quanto com a condução das atividades.

De acordo com a avaliação, 96% dos participantes aprovaram o curso, enquanto 98% avaliaram positivamente o professor, números que reforçam a qualidade da formação oferecida.

O curso Especialista em Processos Societários: Constituição, Alteração e Baixa de Sociedades e de Empresas, iniciativa desenvolvida para ampliar a qualificação profissional dos empregados em contabilidade representados pelo SINDESC/RS.

Para o presidente do sindicato, Fernando Lemos, o resultado confirma a importância de investir em oportunidades de formação que estejam conectadas às necessidades da categoria e contribuam efetivamente para o desenvolvimento e a valorização profissional.

A Trilha de Aprendizagem contempla conteúdos sobre constituição e baixa de empresas e sociedades, transformações societárias e holdings, permitindo que os participantes avancem gradualmente em conhecimentos cada vez mais especializados.

“Qualificação profissional também é valorização da categoria, e o SINDESC/RS seguirá trabalhando para ampliar essas oportunidades”, acrescentou Lemos.

FIM DA ESCALA 6X1: CONQUISTA HISTÓRICA TAMBÉM BENEFICIA TRABALHADORES DA CONTABILIDADE

O SINDESC/RS destaca que a redução gradual da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, representa mais qualidade de vida para os trabalhadores do setor contábil, inclusive para quem já trabalha de segunda a sexta-feira.

A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado Federal representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora brasileira. E os benefícios vão muito além dos trabalhadores que atualmente cumprem jornadas de seis dias por semana. Os empregados em escritórios e empresas de serviços contábeis também serão diretamente beneficiados pela redução da jornada de trabalho, mesmo aqueles que já trabalham de segunda a sexta-feira.

A proposta, aprovada pelo Senado em dois turnos, por 75 votos favoráveis e apenas um contrário, estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além de garantir dois dias de descanso remunerado por semana.

Para o SINDESC/RS, Sindicato dos Empregados em Escritórios e Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul, a conquista representa um avanço importante na valorização dos trabalhadores da contabilidade, uma categoria que desempenha atividades de grande responsabilidade, frequentemente submetida a prazos rigorosos, elevada carga de trabalho e períodos de intensa pressão profissional.

A redução da jornada significa mais tempo para o descanso, a convivência familiar, a qualificação profissional e a vida pessoal, sem comprometer a remuneração.

O QUE MUDA PARA OS TRABALHADORES DA CONTABILIDADE?

Uma das principais dúvidas entre os empregados do setor contábil é como a nova legislação afetará aqueles que já trabalham de segunda a sexta-feira, compensando o sábado durante os demais dias da semana.

A resposta é simples: esses trabalhadores também terão sua jornada reduzida.

Atualmente, quem cumpre 44 horas semanais distribuídas de segunda a sexta-feira trabalha, em regra, 8 horas e 48 minutos por dia.

Com a nova jornada, essa carga horária será gradualmente reduzida.

A transição ocorrerá em duas etapas, contadas a partir da promulgação da emenda constitucional:

Primeira etapa — após dois meses:

•⁠ ⁠Redução de 44 para 42 horas semanais.
•⁠ ⁠Redução da referência mensal de 220 para 210 horas.
•⁠ ⁠Para quem trabalha cinco dias por semana, a jornada diária passa de 8h48 para 8h24.

Segunda etapa — após 14 meses:

•⁠ ⁠Redução de 42 para 40 horas semanais.
•⁠ ⁠Redução da referência mensal de 210 para 200 horas.
•⁠ ⁠Para quem trabalha cinco dias por semana, a jornada diária passa a ser de oito horas.

Tudo isso sem redução salarial.

Na prática, um empregado de escritório contábil que atualmente trabalha 8h48 por dia passará a trabalhar oito horas diárias ao final da transição.

São 48 minutos a menos de trabalho por dia, o equivalente a quatro horas semanais e aproximadamente 16 a 18 horas a menos por mês, dependendo do número de dias úteis.

MENOS HORAS DE TRABALHO, MAIS QUALIDADE DE VIDA

A redução da jornada tem um significado especialmente importante para os trabalhadores da contabilidade.

O setor exige atenção permanente, atualização profissional, cumprimento de obrigações legais, acompanhamento das mudanças tributárias e atendimento a prazos que frequentemente provocam sobrecarga.

Em períodos de fechamento contábil, entrega de declarações e cumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas, essa pressão pode ser ainda maior.

Para o SINDESC/RS, a redução da jornada representa um avanço no reconhecimento de que a produtividade e a qualidade dos serviços precisam estar acompanhadas de condições adequadas de trabalho.

Trabalhar menos horas, mantendo o salário, significa conquistar mais tempo para descansar, estudar, conviver com a família e cuidar da saúde física e mental.

Também significa reconhecer que os avanços tecnológicos e a modernização dos processos contábeis devem contribuir para melhorar a vida dos profissionais, e não apenas para aumentar a produtividade e as exigências sobre os empregados.

UMA CONQUISTA QUE É RESULTADO DA MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

A aprovação do fim da escala 6×1 e da redução da jornada é resultado de uma longa trajetória de reivindicações do movimento sindical brasileiro.

Desde a Constituição de 1988, quando a jornada máxima foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, a luta pelas 40 horas permanece entre as principais bandeiras das entidades representativas dos trabalhadores.

A conquista demonstra a importância da organização coletiva, da atuação dos sindicatos e da mobilização da sociedade na construção de avanços nas relações de trabalho.

Para o presidente do SINDESC/RS, Fernando Lemos, a redução da jornada sem redução salarial reafirma um princípio fundamental: “os ganhos de produtividade e o desenvolvimento econômico devem resultar também em melhores condições de vida para quem trabalha.”

APROVAÇÃO É UMA VITÓRIA, MAS A CONQUISTA PRECISA SER DEFENDIDA

A aprovação da proposta representa um avanço histórico, mas também inaugura uma nova etapa: a necessidade de garantir sua implementação e preservar os direitos conquistados.

O SINDESC/RS destaca que será fundamental acompanhar a aplicação das novas regras, especialmente no setor contábil, assegurando que a redução da jornada seja efetiva e não resulte em aumento da sobrecarga de trabalho, redução salarial ou prejuízo aos direitos previstos nas convenções coletivas.

A entidade também alerta para a importância de preservar a legislação trabalhista e a negociação coletiva diante de propostas que defendem a ampliação dos contratos individuais e a remuneração por hora trabalhada.

A preocupação é que modelos de flexibilização possam comprometer a estabilidade da renda, enfraquecer a proteção coletiva e colocar em risco avanços conquistados ao longo de décadas.

A redução da jornada deve significar trabalhar menos, sem ganhar menos, e não abrir caminho para a precarização das relações de trabalho.

MAIS TEMPO PARA VIVER. MAIS VALORIZAÇÃO PARA QUEM TRABALHA.

Segundo Lemos, “para os trabalhadores da contabilidade, a conquista representa uma mudança concreta na organização da jornada e na qualidade de vida.”

Mesmo para quem já tem o sábado e o domingo livres, a redução das atuais 44 para 40 horas semanais permitirá uma rotina mais equilibrada, com menos tempo dedicado ao trabalho e mais oportunidades para a vida pessoal.

O SINDESC/RS celebra essa vitória histórica e reafirma seu compromisso com a defesa da redução da jornada, da valorização profissional, dos salários e dos direitos dos empregados em escritórios e empresas de serviços contábeis.

CIRCULAR SOBRE TERMO ADITIVO DA CCT 2026

Informamos que o Termo Aditivo da CCT 2026 foi registrado pelo MTE e já se encontra em nosso site na íntegra, no link: https://sindesc.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CCT-2026-2027.pdf

O acordo fechado estabelece o que segue:

  • Reajuste salarial em 4,36%
  • Pisos A partir de 1° de março de 2026:

a) Empregados em geral: R$ 2.030,00 (dois mil e trinta reais);

b) Técnicos em contabilidade, com registro no CRC e que desempenham atividades privativas de contabilista, representados residualmente pelo sindicato profissional convenente: R$ 2.212,56 (dois mil e duzentos e doze reais e cinquenta e seis centavos)

c) Empregados que exerçam a função de office-boy e serviço de limpeza: R$ 1.861,87 (um mil o oitocentos e sessenta e um reais e oitenta e sete centavos);

d) Empregados de primeiro emprego em empresas de serviços contábeis pelo prazo de 6 (seis) meses contados a partir da contratação: R$ 1.926,75 (um mil e novecentos e vinte e seis reais e setenta e cinco centavos); e

e) Aprendiz: garantido o valor hora do Salário Mínimo Nacional.

Em 1° de junho de 2026 0 valor estabelecido na alinea “a” EMPREGADOS EM GERAL será majorado para RS 2.040,00 (dois ml e quarenta reais).

  • Aux Alimentação R$ 25,60 (cidades maiores) e R$ 18,50 (cidades menores)

*ver lista de cidades na cláusula sexta

As diferenças salariais retroativas a março/2026 devem ser pagas em duas parcelas, nas folhas de pagamentos de outubro/2026 e novembro/2026

Aos empregados com contrato rescindido no periodo, diferenças salariais, verbas rescisórias e aux alimentação devem ser pagas em rescisão complementar no mesmo prazo

As diferenças de auxílio alimentação retroativo a março devem ser pagas na folha de outubro como abono

Não será pago no cartão VA/VR

As demais cláusulas da CCT (2025 a 2027) seguem vigentes e inalteradas

SINDESC-RS fecha acordo da CCT 2026 com ganho real, acima da inflação, e retroatividade a março

Após meses de negociação, sem abrir mão dos objetivos da categoria, o SINDESC-RS conseguiu concluir o acordo para o Termo Aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026. O resultado garante reajustes acima da inflação para os trabalhadores e trabalhadoras da categoria, além da retroatividade dos valores à data-base de março de 2026.

O reajuste salarial será de 4,36%, representando 1% de ganho real acima da inflação do período. Os pisos salariais terão ganho real superior a 2%, enquanto o auxílio-alimentação também será reajustado acima da inflação.

A conclusão do acordo ocorre após meses de dificuldades nas tratativas com o sindicato patronal. Pela primeira vez em sua história, o SINDESC-RS chegou a protocolar um pedido de mediação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), buscando uma alternativa para destravar as negociações.

Durante esse período, o Sindicato buscou diferentes caminhos para avançar nas tratativas. Foram realizadas reuniões com a direção e o departamento jurídico do SESCON, além de tentativas de diálogo com a nova presidência da entidade patronal.

Paralelamente, com o objetivo de garantir a valorização dos trabalhadores e evitar o acúmulo ainda maior de diferenças salariais, o SINDESC-RS abriu a possibilidade de negociação direta com empresas de contabilidade do Rio Grande do Sul. Diversos acordos foram firmados dessa forma, além de um acordo celebrado com o SESCON Vale do Taquari.

Negociação avançou antes da mediação

Um novo avanço ocorreu às vésperas da audiência de mediação que estava marcada para 30 de setembro. Em reunião solicitada pelo SINDESC-RS com o departamento jurídico do SESCON, a representação patronal apresentou uma evolução em relação à proposta que vinha sendo mantida até então.

Diante do avanço, ambas as partes fizeram concessões para viabilizar o entendimento. Com a possibilidade concreta de fechamento da negociação, o SINDESC-RS peticionou a desistência da mediação no TRT e o acordo para o Termo Aditivo foi finalmente concretizado.

Desde o início das negociações, a posição defendida pelo SINDESC-RS foi de que o reajuste não deveria apenas recompor a inflação, mas assegurar ganho real aos trabalhadores. O resultado alcançado contempla esse objetivo nos salários, nos pisos e no auxílio-alimentação.

Confira os principais pontos do acordo

Reajuste salarial: 4,36%, correspondendo a 1% de ganho real acima da inflação considerada na negociação.

Pisos salariais: reajustados com ganho real superior a 2%.

Auxílio-alimentação: reajustado também com ganho real.

Retroatividade: os novos valores serão retroativos a março de 2026, data-base da categoria.

Diferenças salariais e verbas rescisórias: os valores retroativos a março de 2026 serão pagos em duas parcelas, juntamente com as folhas de pagamento de outubro e novembro de 2026.

Diferenças do auxílio-alimentação: os valores retroativos a março serão pagos integralmente na folha de outubro de 2026, na forma de abono. Essas diferenças não poderão ser creditadas diretamente nos cartões de alimentação ou refeição.

Convenção estará disponível no site

O SINDESC-RS reforça que todo o processo de negociação foi conduzido com o objetivo de minimizar as perdas acumuladas durante o período e buscar a maior valorização possível dos trabalhadores representados pela entidade.

A íntegra do Termo Aditivo da CCT 2026 será disponibilizada no site do SINDESC-RS assim que o documento estiver devidamente registrado no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego.

Cinco meses de negociação e nenhum acordo: SINDESC RS reforça disposição para o diálogo e convida empresas a negociarem diretamente com o sindicato

Após mais de cinco meses de negociações sem avanço com o SESCON RS, o SINDESC RS reafirma que permanece aberto ao diálogo e convida as empresas de contabilidade interessadas em conhecer a proposta da categoria e construir soluções negociadas a entrarem em contato diretamente com a entidade. Enquanto isso, desde 1º de março, data-base da categoria, milhares de trabalhadores seguem aguardando a conclusão da Convenção Coletiva 2026/2027, em razão do impasse nas negociações com a representação patronal estadual.

Há mais de cinco meses, o SINDESC RS busca construir uma solução negociada para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 dos empregados em escritórios de contabilidade do Rio Grande do Sul. Desde o início das tratativas, o sindicato afirma ter mantido uma postura de diálogo, apresentando propostas, revendo sua pauta de reivindicações e cedendo em diversos pontos para aproximar as posições.

Para a direção do SINDESC RS, o principal entrave continua sendo a resistência do SESCON RS em avançar para um entendimento. Segundo a entidade, mesmo após a apresentação de uma contraproposta que reduziu significativamente a distância entre as partes, a representação patronal permanece sem aceitar um acordo.

“O SINDESC fez aquilo que se espera de uma entidade comprometida com o diálogo: sentou à mesa, negociou, cedeu e buscou construir um entendimento. A diferença que hoje separa as propostas é muito pequena em termos financeiros e não justifica que milhares de trabalhadores permaneçam sem uma convenção coletiva definida”, afirma o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos.

Segundo o sindicato, o valor que ainda separa as propostas representa apenas R$ 34,50 mensais para os trabalhadores que recebem o piso da categoria, o equivalente a cerca de R$ 1,15 por dia ou R$ 0,16 por hora. Na avaliação da entidade, trata-se de um impacto reduzido para as empresas, mas significativo para quem depende do salário para sustentar a família.

Impasse amplia preocupação com a valorização da profissão

Para o SINDESC RS, o problema vai além da negociação salarial. A entidade avalia que a dificuldade em reconhecer economicamente os profissionais da contabilidade acaba reforçando um cenário mais amplo de desvalorização da categoria, justamente em um momento em que o setor enfrenta dificuldades crescentes para atrair e reter trabalhadores qualificados.

Entre os fatores que preocupam o sindicato estão o envelhecimento da força de trabalho, a redução do interesse dos jovens pelo curso de Ciências Contábeis, a concorrência com áreas como tecnologia, finanças e mercado digital, a alta rotatividade, o aumento das exigências técnicas, a sobrecarga de trabalho, a deficiência na formação prática e a falta de planos de carreira. Soma-se a isso a baixa atratividade salarial no início da profissão, apontada como uma das razões para o afastamento de novos talentos da área.

Na avaliação do sindicato, manter uma postura de resistência diante de uma diferença financeira tão pequena acaba transmitindo um sinal negativo ao mercado e aos profissionais.

“A categoria enfrenta um mercado cada vez mais complexo, com novas tecnologias, mudanças constantes na legislação, aumento das responsabilidades e da cobrança por qualificação. Valorizar esses profissionais não é apenas uma questão de justiça; é também uma necessidade para garantir o futuro dos próprios escritórios de contabilidade”, destaca Luiz Fernando.

O diálogo continua sendo a prioridade

Apesar do impasse, o SINDESC RS afirma que continuará apostando no diálogo como instrumento para a construção de uma solução equilibrada.

A entidade ressalta que já fez concessões importantes durante as negociações justamente para viabilizar o fechamento da Convenção Coletiva e espera que o SESCON RS também demonstre sensibilidade diante dos anseios da categoria.

“O que defendemos é uma convenção coletiva construída com bom senso, respeito e valorização das pessoas. Ainda acreditamos que é possível chegar a um entendimento, mas isso depende de uma decisão da representação patronal de dar o último passo para que o acordo aconteça”, reforça o presidente.

Empresas podem procurar diretamente o SINDESC RS

Reforçando sua disposição permanente para o diálogo, o SINDESC RS informa que as empresas de contabilidade interessadas em conhecer detalhadamente a proposta apresentada pelo sindicato ou em discutir alternativas para a celebração de acordos podem procurar diretamente a entidade.

O contato pode ser feito com o secretário-geral Rodrigo Fonseca, pelo WhatsApp (51) 98150-5543 ou pelo e-mail [email protected].

Para o SINDESC RS, ampliar o diálogo com as empresas é uma forma de contribuir para a construção de uma Convenção Coletiva que fortaleça o setor, valorize os profissionais e ofereça segurança para todos os envolvidos.

SINDESC RS reforça apoio à luta pelo fim da escala 6×1 em reunião com a deputada federal Daiana Santos

A direção do SINDESC RS acompanhou e saudou a reunião realizada entre dirigentes da FECOSUL e a deputada federal Daiana Santos (PCdoB/RS), que teve como pauta central a continuidade da mobilização em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem redução de salários. O encontro reforçou a necessidade de manter a unidade do movimento sindical na etapa decisiva da tramitação da proposta no Senado Federal.

A redução da jornada de trabalho representa uma das mais importantes reivindicações da classe trabalhadora brasileira e beneficia diretamente milhares de empregados em escritórios, empresas de assessoramento, perícias, pesquisas e serviços contábeis, categoria representada pelo SINDESC RS. A medida busca promover mais qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, redução do adoecimento e melhores condições para o convívio familiar.

Durante a reunião, a deputada Daiana Santos reafirmou seu compromisso com a aprovação da proposta, construída em diálogo com as centrais sindicais e diversas entidades representativas dos trabalhadores. As lideranças sindicais também destacaram que a mobilização seguirá intensa até a votação definitiva da matéria pelo Senado.

Para o presidente do SINDESC RS, Fernando Lemos, este é um momento decisivo para o futuro das relações de trabalho no país. “O fim da escala 6×1 e a redução da jornada representam um avanço histórico na valorização do trabalho. Estamos falando de mais saúde, mais qualidade de vida e mais dignidade para milhões de trabalhadores. O SINDESC RS seguirá mobilizado ao lado das entidades sindicais para que essa conquista se torne realidade.”

O SINDESC RS reafirma seu compromisso com todas as iniciativas que promovam a valorização do trabalho, a melhoria das condições laborais e a ampliação dos direitos da classe trabalhadora. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta e participando das mobilizações em defesa de uma jornada de trabalho mais humana, moderna e compatível com a realidade dos trabalhadores brasileiros.

SINDESC RS reforça aposta no diálogo e cobra sensibilidade do SESCON RS para fechar Convenção Coletiva

O SINDESC RS reafirma que segue comprometido com a construção de um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 por meio do diálogo e da negociação. Desde o início das tratativas, em 4 de março, a entidade sindical tem buscado uma solução equilibrada que contemple a valorização dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, ofereça segurança jurídica e previsibilidade às empresas do setor de contabilidade.

Segundo o sindicato, as negociações começaram antes mesmo da divulgação oficial da inflação, justamente para acelerar o processo e garantir tranquilidade às partes envolvidas. Ao longo das rodadas de negociação, o SINDESC RS afirma ter demonstrado disposição para construir consensos, inclusive revendo sua pauta inicial para aproximar posições.

“Negociar significa ceder. E nós cedemos. Reduzimos nossa reivindicação justamente para facilitar o fechamento da Convenção Coletiva. Fizemos nossa parte para construir um entendimento. Agora esperamos que o SESCON RS também dê esse passo”, destaca o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos.

Diferença pequena, impacto importante

De acordo com o sindicato, atualmente a diferença entre a proposta apresentada pelo SINDESC RS e a contraproposta patronal representa apenas R$ 34,50 por mês para os trabalhadores que recebem o piso da categoria — equivalente a aproximadamente R$ 1,15 por dia ou R$ 0,16 por hora.

Para a direção da entidade, trata-se de uma diferença pequena sob o ponto de vista das empresas, mas significativa para milhares de empregados que dependem do salário para o sustento de suas famílias.

“O valor que ainda nos separa é muito pequeno para justificar a continuidade do impasse. Para quem administra uma empresa, esse impacto é mínimo. Para quem vive do próprio trabalho, cada real faz diferença no orçamento familiar”, ressalta Luiz Fernando.

O sindicato também observa que a proposta patronal atualmente em discussão não alcança sequer o percentual de reajuste aplicado ao salário mínimo nacional, o que, na avaliação da entidade, reforça a necessidade de uma revisão da posição empresarial.

Exemplo do Vale do Taquari demonstra que o entendimento é possível

Outro argumento apresentado pelo SINDESC RS é o acordo recentemente firmado com o SESCON Vale do Taquari. Segundo o sindicato, a negociação foi concluída já na primeira reunião entre as partes e resultou em índices superiores aos atualmente oferecidos pelo SESCON RS.

Para a entidade, o fato ganha ainda mais relevância por envolver uma região que enfrentou algumas das maiores tragédias climáticas da história recente do Rio Grande do Sul e que ainda vive um processo de reconstrução econômica.

“Se uma região que passou por tantas dificuldades conseguiu reconhecer a importância da valorização dos profissionais da contabilidade e construir um acordo, acreditamos que o mesmo é plenamente possível nas negociações estaduais. Isso demonstra que, quando existe disposição para construir soluções, os acordos acontecem”, afirma o presidente do SINDESC RS.

Valorização da categoria e bom senso

O SINDESC RS reforça que sua prioridade não é o confronto, mas a construção de um entendimento que valorize os profissionais da contabilidade e fortaleça o setor.

Segundo a entidade, a Convenção Coletiva representa muito mais do que índices econômicos: simboliza o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente por milhares de empregados responsáveis pelo funcionamento de empresas em todo o estado.

“O que buscamos é uma convenção coletiva que demonstre respeito por quem empreende e reconhecimento por quem trabalha. Ainda há tempo para que prevaleçam o bom senso e a sensibilidade na mesa de negociação. Seguimos acreditando que o diálogo é o melhor caminho para superar este impasse e construir um acordo que seja positivo para todos”, conclui Luiz Fernando Branco Lemos.

Pesquisa confirma: maioria dos gaúchos apoia o fim da escala 6×1 e reforça luta dos trabalhadores

Uma pesquisa de opinião realizada pelo IPO e divulgada pela colunista Giane Guerra, de GZH, revela um dado que fortalece a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país: sete em cada dez gaúchos apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O levantamento mostra que a defesa de mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da saúde deixou de ser apenas uma pauta sindical e passou a representar um sentimento majoritário da sociedade gaúcha.

O apoio à mudança aparece em todas as regiões do Rio Grande do Sul, ainda que com diferentes intensidades, demonstrando que a população compreende a necessidade de modernizar as relações de trabalho e construir um modelo mais equilibrado entre vida profissional e pessoal. A pesquisa também evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho está cada vez mais presente no cotidiano das famílias gaúchas.

Para o SINDESC RS, os números confirmam aquilo que a entidade tem defendido historicamente: trabalhadores e trabalhadoras precisam de condições mais humanas de trabalho, com mais tempo para a família, para os estudos, para o lazer e para o cuidado com a própria saúde.

A redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam um avanço civilizatório já adotado ou debatido em diversos países e podem trazer impactos positivos para toda a sociedade, como a diminuição do adoecimento físico e mental, o aumento da produtividade, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida.

A pesquisa também ganha relevância em um momento decisivo, quando a proposta de redução da jornada e o fim da escala 6×1 avançam no debate nacional. O apoio de 70% dos gaúchos demonstra que a sociedade está pronta para discutir novas formas de organização do trabalho, mais compatíveis com as necessidades do século XXI.

O SINDESC RS reafirma seu compromisso com a defesa de condições dignas de trabalho e seguirá acompanhando e apoiando todas as iniciativas que garantam mais direitos, mais qualidade de vida e mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.

Campanha salarial: SESCON RS segue intransigente e sequer acompanha o que a categoria do Vale do Taquari já conquistou

Enquanto os trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari já garantiram avanços concretos na Convenção Coletiva 2026/2027, as negociações com o SESCON RS, entidade patronal que representa as empresas do restante do estado, seguem sem acordo e marcadas pela apresentação de propostas consideradas insuficientes pelo SINDESC RS.

O contraste entre as duas negociações chama atenção. No Vale do Taquari, região que enfrentou severos impactos econômicos em razão das enchentes dos últimos anos e ainda vive um processo de reconstrução, a representação patronal reconheceu a importância da valorização dos trabalhadores e firmou um acordo que garante reajustes acima da inflação, valorização dos pisos salariais e aumento no vale-refeição.

Já nas negociações estaduais, o SESCON RS tem adotado uma postura considerada intransigente pelo sindicato laboral. Mesmo após solicitar acesso ao acordo firmado no Vale do Taquari, a entidade patronal apresentou uma contraproposta com índices inferiores aos já conquistados pelos trabalhadores da região.

Para o SINDESC RS, a situação evidencia uma contradição difícil de justificar: “O Vale do Taquari passou por um dos períodos mais difíceis de sua história recente. Empresas e trabalhadores enfrentaram enchentes, prejuízos e enormes desafios para reconstruir suas atividades. Ainda assim, houve compreensão por parte da representação patronal sobre a necessidade de valorizar os profissionais da contabilidade. O SESCON RS, que representa empresas de todo o estado, sequer está disposto a acompanhar os índices já acordados naquela região”, avalia a direção da entidade.

Outro aspecto destacado pelo sindicato é que as negociações com o SESCON RS foram iniciadas antes mesmo das tratativas com o SESCON Vale do Taquari. No entanto, enquanto o acordo regional já foi concluído e aprovado pelos trabalhadores, a negociação estadual continua se arrastando sem avanços significativos.

O secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, destaca que a categoria não aceitará retrocessos. “Não faz sentido que trabalhadores de uma região que enfrentou tantas dificuldades consigam garantir reajustes superiores aos que estão sendo oferecidos para o restante do estado. Esperamos que o SESCON RS reveja sua posição e apresente uma proposta compatível com a realidade econômica do setor e com o reconhecimento que os profissionais da contabilidade merecem.”

Diante do impasse, o SINDESC RS reforça a importância da mobilização da categoria. Segundo a entidade, a participação dos trabalhadores nas assembleias e nas ações sindicais será fundamental para pressionar o setor patronal e garantir uma convenção coletiva que assegure ganhos reais e a valorização dos profissionais dos escritórios de contabilidade gaúchos.

A direção do sindicato afirma que seguirá negociando, mas espera que o SESCON RS abandone a postura de resistência e apresente uma proposta que esteja, no mínimo, à altura do acordo já firmado no Vale do Taquari.

Categoria aprova acordo coletivo 2026/2027 para empregados em escritórios de contabilidade no Vale do Taquari

Centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos escritórios de contabilidade da região do Vale do Taquari participaram da assembleia realizada na noite da última segunda-feira, dia 25 de maio, e aprovaram a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Sescon Vale do Taquari para fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

A proposta aprovada garante reajuste dos pisos salariais no percentual de 6,79% e reajuste de 5% nos salários a partir de março de 2026. O acordo também prevê valorização no vale-refeição, que passa a ter valor líquido diário de R$ 24,36 a partir de março de 2026.

Entre os destaques da negociação está o novo piso dos Técnicos em Contabilidade, que terá dois valores ao longo do período: R$ 2.242,59 entre março e junho e R$ 2.388,50 a partir de julho de 2026.

Para o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos, a forte participação da categoria demonstra um novo momento de mobilização e valorização dos trabalhadores do setor.

“Não foi apenas uma participação expressiva em número de pessoas, mas também pela qualidade dos debates e das contribuições apresentadas. Isso representa um novo momento de valorização da força de trabalho dos escritórios de contabilidade do Vale do Taquari e de participação ativa da categoria na definição dos melhores rumos que buscamos”, destacou.

Já o secretário-geral do SINDESC RS, Rodrigo Fonseca, ressaltou que o acordo foi positivo para os trabalhadores.

“O acordo foi bastante vantajoso, especialmente porque todas as cláusulas econômicas tiveram reajustes acima da inflação, além da manutenção integral das cláusulas sociais”, afirmou.

O sindicato também reforçou a importância da participação permanente da categoria nas assembleias e no cotidiano da entidade sindical, destacando que o fortalecimento da organização coletiva é fundamental para ampliar conquistas e garantir melhores condições de vida e trabalho para os empregados em escritórios de contabilidade.

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