O SINDESC RS reafirma que segue comprometido com a construção de um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 por meio do diálogo e da negociação. Desde o início das tratativas, em 4 de março, a entidade sindical tem buscado uma solução equilibrada que contemple a valorização dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, ofereça segurança jurídica e previsibilidade às empresas do setor de contabilidade.
Segundo o sindicato, as negociações começaram antes mesmo da divulgação oficial da inflação, justamente para acelerar o processo e garantir tranquilidade às partes envolvidas. Ao longo das rodadas de negociação, o SINDESC RS afirma ter demonstrado disposição para construir consensos, inclusive revendo sua pauta inicial para aproximar posições.
“Negociar significa ceder. E nós cedemos. Reduzimos nossa reivindicação justamente para facilitar o fechamento da Convenção Coletiva. Fizemos nossa parte para construir um entendimento. Agora esperamos que o SESCON RS também dê esse passo”, destaca o presidente do SINDESC RS, Luiz Fernando Branco Lemos.
Diferença pequena, impacto importante
De acordo com o sindicato, atualmente a diferença entre a proposta apresentada pelo SINDESC RS e a contraproposta patronal representa apenas R$ 34,50 por mês para os trabalhadores que recebem o piso da categoria — equivalente a aproximadamente R$ 1,15 por dia ou R$ 0,16 por hora.
Para a direção da entidade, trata-se de uma diferença pequena sob o ponto de vista das empresas, mas significativa para milhares de empregados que dependem do salário para o sustento de suas famílias.
“O valor que ainda nos separa é muito pequeno para justificar a continuidade do impasse. Para quem administra uma empresa, esse impacto é mínimo. Para quem vive do próprio trabalho, cada real faz diferença no orçamento familiar”, ressalta Luiz Fernando.
O sindicato também observa que a proposta patronal atualmente em discussão não alcança sequer o percentual de reajuste aplicado ao salário mínimo nacional, o que, na avaliação da entidade, reforça a necessidade de uma revisão da posição empresarial.
Exemplo do Vale do Taquari demonstra que o entendimento é possível
Outro argumento apresentado pelo SINDESC RS é o acordo recentemente firmado com o SESCON Vale do Taquari. Segundo o sindicato, a negociação foi concluída já na primeira reunião entre as partes e resultou em índices superiores aos atualmente oferecidos pelo SESCON RS.
Para a entidade, o fato ganha ainda mais relevância por envolver uma região que enfrentou algumas das maiores tragédias climáticas da história recente do Rio Grande do Sul e que ainda vive um processo de reconstrução econômica.
“Se uma região que passou por tantas dificuldades conseguiu reconhecer a importância da valorização dos profissionais da contabilidade e construir um acordo, acreditamos que o mesmo é plenamente possível nas negociações estaduais. Isso demonstra que, quando existe disposição para construir soluções, os acordos acontecem”, afirma o presidente do SINDESC RS.
Valorização da categoria e bom senso
O SINDESC RS reforça que sua prioridade não é o confronto, mas a construção de um entendimento que valorize os profissionais da contabilidade e fortaleça o setor.
Segundo a entidade, a Convenção Coletiva representa muito mais do que índices econômicos: simboliza o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente por milhares de empregados responsáveis pelo funcionamento de empresas em todo o estado.
“O que buscamos é uma convenção coletiva que demonstre respeito por quem empreende e reconhecimento por quem trabalha. Ainda há tempo para que prevaleçam o bom senso e a sensibilidade na mesa de negociação. Seguimos acreditando que o diálogo é o melhor caminho para superar este impasse e construir um acordo que seja positivo para todos”, conclui Luiz Fernando Branco Lemos.