Uma pesquisa de opinião realizada pelo IPO e divulgada pela colunista Giane Guerra, de GZH, revela um dado que fortalece a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o país: sete em cada dez gaúchos apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O levantamento mostra que a defesa de mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da saúde deixou de ser apenas uma pauta sindical e passou a representar um sentimento majoritário da sociedade gaúcha.
O apoio à mudança aparece em todas as regiões do Rio Grande do Sul, ainda que com diferentes intensidades, demonstrando que a população compreende a necessidade de modernizar as relações de trabalho e construir um modelo mais equilibrado entre vida profissional e pessoal. A pesquisa também evidencia que o debate sobre a jornada de trabalho está cada vez mais presente no cotidiano das famílias gaúchas.
Para o SINDESC RS, os números confirmam aquilo que a entidade tem defendido historicamente: trabalhadores e trabalhadoras precisam de condições mais humanas de trabalho, com mais tempo para a família, para os estudos, para o lazer e para o cuidado com a própria saúde.
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam um avanço civilizatório já adotado ou debatido em diversos países e podem trazer impactos positivos para toda a sociedade, como a diminuição do adoecimento físico e mental, o aumento da produtividade, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida.
A pesquisa também ganha relevância em um momento decisivo, quando a proposta de redução da jornada e o fim da escala 6×1 avançam no debate nacional. O apoio de 70% dos gaúchos demonstra que a sociedade está pronta para discutir novas formas de organização do trabalho, mais compatíveis com as necessidades do século XXI.
O SINDESC RS reafirma seu compromisso com a defesa de condições dignas de trabalho e seguirá acompanhando e apoiando todas as iniciativas que garantam mais direitos, mais qualidade de vida e mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul.