Síndrome de burnout: o que é? Como enfrentá-la? - Sindesc

Síndrome de burnout: o que é? Como enfrentá-la?

Muito se fala sobre a importância da saúde mental no trabalho. E o motivo é simples: os transtornos psicológicos têm se tornado cada vez mais frequentes. Prova disto é que mais de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout.

O termo “burnout” foi criado pelo médico americano Herbert Freudenberger em 1974. Ele significa “aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia”. Por este motivo, a Síndrome de Burnout também é conhecida como “Síndrome do esgotamento profissional”.

No Brasil, a doença é reconhecida por meio do Decreto N.º 3.048 de 6 de maio de 1999. Além de ser encontrada no Grupo V da Classificação Internacional das Doenças – CID-10. Onde é citada como a “sensação de estar acabado”.

Quer entender melhor o que é este transtorno e quais impactos ele pode trazer para a saúde dos colaboradores? Então, continue a leitura! Vamos falar sobre sintomas, causas e efeitos da Síndrome de Burnout e o que fazer para evitá-la.

Principais sintomas:

De maneira geral, esta síndrome pode ser caracterizada em três dimensões:

  • Exaustão emocional;
  • Despersonalização;
  • Baixa realização profissional.

O primeiro momento é quando o trabalhador começa a sentir cansaço excessivo e sua energia esgotada devido aos problemas profissionais. No segundo, este esgotamento leva a à ausência de sentimentos em relação às outras pessoas no trabalho. Como colegas ou clientes.

Por fim, o terceiro momento está relacionado ao fato do colaborador não perceber o seu esforço e trabalho sendo valorizados e reconhecidos pelos líderes. O que gera o sentimento de insatisfação profissional.

Além disso, cada uma das fases pode vir relacionada a outros sintomas. Confira os principais:

  • Baixa autoestima, insônia, palpitações e dores de cabeça

Se engana quem pensa que os sintomas da Síndrome de Burnout se limitam a fatores psicológicos. Como estresse, baixa autoestima, insônia e falta de concentração.

Em muitos casos, o esgotamento pode ser percebido a partir de sintomas físicos. Como palpitações, dores de cabeça, pressão alta e aumentos dos batimentos cardíacos.

Estes sintomas são comuns, principalmente, no primeiro momento. Quando as demandas de trabalho são maiores que os recursos materiais e humanos. De forma que o colaborador se sobrecarrega para buscar realizar todas as tarefas.

  • Sensação de que não é recompensado no trabalho como deveria

Caso o ambiente de trabalho da empresa não seja um espaço acolhedor, o colaborador pode sentir que seu esforço é em vão. Dessa forma, tem a sensação de que seu trabalho não é valorizado e que ele mesmo não é recompensado como deveria.

Este sentimento pode causar ainda a sensação de insuficiência. Nestes casos, o profissional pode desenvolver o sentimento de que não está fazendo o suficiente. Uma percepção que pode se estender até mesmo para sua vida pessoal.

  • Baixo rendimento no trabalho, irritabilidade e falta de concentração

Todas estas situações têm um impacto direto no desempenho das tarefas de quem sofre com a Síndrome de Burnout. Neste cenário, o baixo rendimento no trabalho pode reduzir ainda mais o interesse do profissional pela sua função.

Assim, este trabalhador pode adotar comportamentos de distanciamento emocional, cinismo e rigidez. Além de apresentar quadros de irritabilidade e falta de concentração para realização de demandas simples.

Qual a relação entre a síndrome e o desgaste dos trabalhadores?

Como vimos, são justamente as situações de desgaste e o esgotamento causado pelo excesso de problemas ou dificuldades relacionadas ao ambiente de trabalho que levam os trabalhadores ao limite emocional.

Ou seja, a Síndrome de Burnout não é um transtorno adquirido da noite para o dia. Ela é desenvolvida à medida que o local de trabalho se torna cada vez mais estressante e nocivo para a saúde mental dos trabalhadores.

Mas, afinal, como lidar com esta situação?

  • Avaliar e promover condições melhores de trabalho

Em primeiro lugar, vale lembrar que antes de ser um profissional, o trabalhador é um ser humano. Por isso, é fundamental que ele esteja em um ambiente confortável, acolhedor e humanizado para que possa desempenhar suas funções.

Por isso, oferecer melhores condições de trabalho é uma premissa básica. Mas, não é a única. Afinal, é importante medir constantemente o clima organizacional da empresa e avaliar se o ambiente é, de fato, um espaço de trabalho saudável para os trabalhadores.

  • Principais Causas e Como auxiliar o trabalhador

Uma vez que o burnout também é conhecido como esgotamento profissional, é fácil imaginar que sua origem está relacionada à rotina organizacional.

Mas, você sabe quais são os principais gatilhos que podem desencadear problemas como este? Confira!

  • Falta de reconhecimento dos superiores
  • A sensação de desvalorização profissional é uma das principais causas do desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Isto porque, nestas situações, o profissional pode se sentir motivado a trabalhar cada vez mais para conquistar este reconhecimento.
  • Falta de autonomia

Outro ponto que pode agravar este cenário é a falta de autonomia no desempenho das funções. O que tem relação direta com o aumento do estresse organizacional por não conseguir executar suas tarefas com a liberdade necessária.

  • Carga horária excessiva

Não é segredo que a carga horária de trabalho excessiva é também uma das principais causadoras do burnout. Afinal, neste cenário, os colaboradores trabalham além do que é o ideal, levando ao esgotamento em curto espaço de tempo.

  • Cultura organizacional desequilibrada

Por fim, uma cultura organizacional desequilibrada também pode ser um ponto decisivo para desestabilizar a saúde mental dos trabalhadores. Principalmente se ela não for pautada em políticas de diversidade. O que pode gerar um grande desconforto para mulheres e outros grupos historicamente segregados.

  • Qual é o papel das empresas na prevenção e tratamento do burnout?

Neste cenário, é fundamental que as empresas assumam o protagonismo e trabalhem ações de prevenção e tratamento deste e de outros problemas relacionados ao estresse organizacional.

Para isso, algumas alternativas são:

  • Implantar cultura de feedback;
  • Criar programas internos de incentivo à qualidade de vida;
  • Oferecer programas de psicoterapia;
  • Incentivar o diálogo e a colaboratividade entre diferentes níveis hierárquicos;
  • Não estimular cargas de trabalho excessivas.

Além disso, outra maneira de promover um ambiente de trabalho mais saudável e evitar problemas como a Síndrome de Burnout é oferecer benefícios que ajudem a facilitar a vida dos profissionais.

Conte com o Sindesc

O nosso sindicato está empenhado em defender os profissionais da nossa categoria. Sabemos que é um trabalho estressante e que muitos trabalhadores da área contábil enfrentam a Síndrome de Burnout.

Caso você necessite, entre em contato com o Sindesc que vamos lhe orientar sobre como enfrentar o problema e superar essa dificuldade. Conte com a gente.

Sindesc
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.