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COMISSÃO DO SENADO REJEITA RELATÓRIO DA REFORMA TRABALHISTA

A reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou ontem, por 10 votos contra e 9 votos à favor, o relatório apresentado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) que avaliza a proposta aprovada na Câmara, que trata da exclusão da legislação protetiva aos trabalhadores e trabalhadoras, na chamada reforma trabalhista (PLC 38/2017).
A Comissão aprovou o relatório alternativo (voto em separado) do senador gaúcho Paulo Paim (PT), que apresenta como proposta principal a rejeição completa da reforma proposta por Temer.
Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a rejeição é consequência da luta que vai tomando as ruas de todo o Brasil. Para a CTB “a luta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e contra as reformas da Previdência e Trabalhista entra em um fase crucial. A unidade da classe trabalhadora é fundamental para a luta e fazer, mais uma vez, uma grande GREVE GERAL”.
O Sindesc esteve representado em Brasília pela diretora Valeska Maciel Brasil que acompanhou a votação junto a outros representantes sindicais e de movimentos sociais.
O relatório alternativo do Senador Paulo Paim, aprovado na CAS, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Pela previsão a passagem pelas comissões deverá ser encerrada no próximo dia 28. Depois disso, a proposta de Reforma Trabalhista segue para análise no Plenário. Segundo Romero Jucá, líder de Temer no Senado, o governo pretende aprovar a retirada dos direitos trabalhistas até o início de julho.
Para impedir este avanço as centrais sindicais e movimentos sociais estão convocando a maior GREVE GERAL da história brasileira no dia 30 de junho, para demonstrar que a classe trabalhadora está disposta a lutar e resistir contra o fim das leis de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.